

A dipirona é um medicamento muito popular entre os humanos. Mas você sabia que, em algumas situações, os tutores também podem dar dipirona para cachorro?
Segundo a Dra. Lysandra Barbieri (CRMV/SP 44484), médica-veterinária da Cobasi, para os cães, o analgésico e antipirético é prescrito em quadros bem semelhantes aos nossos:
“Assim como nos humanos, a dipirona para cachorro é recomendada por médicos-veterinários para inflamações, dores ou febre”, explica a especialista.
Utilizada há mais de um século na medicina humana, a dipirona é reconhecida por sua alta eficácia e pelo baixo índice de efeitos adversos quando administrada corretamente.
Por isso, o medicamento pode fazer parte do tratamento de diferentes condições, como infecções, traumas, pós-operatórios e outras situações que provocam dor ou febre em cães.
Mas, apesar da eficiência e da versatilidade, a dipirona só é segura para cachorros quando seu uso é prescrito e acompanhado por um médico-veterinário.
Como acontece com outros medicamentos para cachorro, a dose, a frequência de administração e a duração do tratamento variam de animal para animal.
Além disso, por ser um analgésico, a dipirona ajuda a controlar a dor e a febre, mas não trata a causa por trás do problema — o que torna a avaliação clínica indispensável.
Quando administrada por conta própria ou em doses inadequadas, a dipirona pode pode mascarar doenças e até causar intoxicações medicamentosas graves.
Quer entender quando a dipirona para cães pode ser indicada, quais cuidados são necessários durante o tratamento e quais riscos devem ser considerados? Continue a leitura e tire suas dúvidas.
| O que é | Analgésico, antipirético e antiespasmódico usado para o alívio da dor e febre. |
|---|---|
| Para que serve | Pode ajudar em quadros diversos, como parte do tratamento de traumas e acidentes, cirurgias e pós-operatório, infecções, inflamações, reações vacinais, etc. |
| Contraindicações | É contraindicado para cães com hipersensibilidade à dipirona, problemas renais ou hepáticos graves, alterações no sangue e distúrbios de coagulação. |
| Apresentações disponíveis | Gotas, comprimidos e solução injetável. |
| Efeitos colaterais comuns | O risco de efeitos adversos é baixo quando usado corretamente, mas pode ocorrer agranulocitose, anemia aplástica, anafilaxia e complicações gastrointestinais. |
| Cuidados importantes | Deve ser administrado somente com orientação veterinária. A dose depende do peso, da concentração e das condições clínicas do animal. A automedicação e a superdosagem podem causar intoxicação. |
A dipirona — também conhecida como metamizol, dipirona sódica ou dipirona monoidratada — é um medicamento analgésico, antipirético e antiespasmódico introduzido na medicina humana em 1922. (LEVY et al., 1995)
Na literatura científica, o fármaco costuma ser classificado como um analgésico não opioide, mas alguns autores também o incluem no grupo dos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs).
Apesar dessa classificação, o efeito anti-inflamatório da dipirona é discreto quando comparado ao de outros medicamentos da mesma classe, como o meloxicam.
Embora seu mecanismo de ação ainda não seja totalmente esclarecido, estudos mostram que o fármaco atua no sistema nervoso central e periférico dos animais. (ABBATE et al., 1990; CAMPOS et al., 1999).
Uma das hipóteses é que esse efeito ocorra pela inibição da enzima ciclo-oxigenase (COX) e a estimulação de receptores CB (canabinóides), atuando em vias centrais associadas à modulação da dor e da febre.
Como comentamos anteriormente, a dipirona foi desenvolvida inicialmente para o controle da dor em humanos. Porém, com o tempo, a alta eficácia do fármaco chamou atenção dos profissionais da medicina veterinária e a dipirona passou a ser usada em cães.
De acordo com Lorena et al. (2014), atualmente, a dipirona já é utilizada como analgésico por pelo menos 33% dos médicos veterinários no Brasil.
Com a ampliação do uso, surgiram formulações veterinárias pensadas para facilitar a administração do medicamento e adequar sua concentração às necessidades da espécie.
Hoje, além das versões de uso humano, como a Novalgina, existem opções adaptadas ao peso médio dos cães, como a dipirona veterinária da Biovet, vendida aqui na Cobasi.
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Apesar das diferenças entre as apresentações, a dipirona humana e o fármaco veterinário possuem o mesmo princípio ativo, a dipirona sódica.
O que pode mudar é a concentração do medicamento e a forma como ele é apresentado (gotas, comprimido ou injetável), fatores que vão influenciar o cálculo da dose para cada cachorro.
A escolha da apresentação adequada deve considerar a prescrição do médico-veterinário e as características do produto.
A dipirona de uso humano não deve ser administrada ao cachorro por conta própria.
Até porque, embora possuam o mesmo princípio ativo, as versões vendidas na farmácia possuem concentrações e dosagens diversas.
Sem o ajuste correto, a dipirona humana pode não produzir o efeito desejado ou, pior, provocar uma intoxicação no animal, colocando sua vida em risco.
Na dúvida, jamais automedique seu cachorro com medicamentos humanos.
Conversar com um profissional de confiança é a melhor forma de oferecer conforto e suporte adequado ao animal em situações de dor ou febre.

A dipirona para cachorro é indicada principalmente para o controle da dor e da hipertermia ou febre em cães.
Uma revisão publicada na revista Veterinária em Foco concluiu que a dipirona pode promover analgesia pós-cirúrgica em quadros de dor leve a moderada e que seu efeito pode ser mais evidente quando o medicamento é associado a outros analgésicos.
Mas, quando combinada com outros medicamentos para cachorro, a dipirona também pode ser eficaz no controle de quadros dolorosos mais severos.
Logo, o remédio é prescrito pelos médicos-veterinários em diversas situações, incluindo:
Vale lembrar que a dipirona ajuda a controlar a dor e a temperatura do animal, mas não trata a causa do problema.
Por isso, o medicamento geralmente atua como coadjuvante e faz parte de um plano de tratamento mais amplo, definido pelo médico-veterinário de acordo com a doença e os sintomas apresentados pelo pet.
De acordo com a bula da dipirona veterinária Biovet, a dipirona é contraindicada para cães que apresentam hipersensibilidade ao seu princípio ativo.
Por ser metabolizado no fígado e excretado pelos rins, o fármaco também não costuma ser indicado para cães com problemas renais e hepáticos graves. (MORGAN; IMAGAWA, 2011)
Via de regra, filhotes, cães idosos e pets que já apresentam alterações nestes órgãos são considerados grupos de risco e precisam de um acompanhamento próximo.
Como o medicamento tem uma tendência a aumentar a hemorragia, também deve ser usado com cautela em pets com alterações no sangue ou distúrbios de coagulação.
Além dessas contraindicações, a dipirona não deve ser administrada sem orientação veterinária, já que a superdosagem pode provocar intoxicação medicamentosa e outros efeitos adversos. (SOUSA et al. 2024)
A dipirona para cachorro pode ser encontrada em diferentes apresentações, como dipirona gotas, dipirona comprimidos e dipirona solução injetável.
A forma de administração e o intervalo entre as doses dependem da apresentação, da concentração e das necessidades de cada animal.
Sendo assim, o médico-veterinário é a única pessoa capaz de definir a dose, a frequência e a duração do tratamento com o analgésico para o seu cachorro.
Ao portal Vida de Bicho, a médica-veterinária Isabella Zeque Macedo explica que o intervalo entre as doses geralmente varia de 6 a 24 horas:
“A dipirona pode ser administrada em períodos variáveis com intervalo de 24 a 6 horas, por exemplo. Isso depende do tipo e intensidade da dor ou da febre, da combinação de fármacos e dos efeitos adversos notados”, esclarece a especialista.
Quanto à forma de administração, existem algumas possibilidades, que variam conforme a apresentação prescrita. Confira!
A dipirona em comprimido pode ser dada diretamente na boca do cachorro ou escondida em uma pequena porção de alimento ou petisco.
A principal vantagem dessa apresentação é a praticidade para tratamentos que exigem doses regulares, já que a quantidade de princípio ativo vem definida em cada unidade.
Por outro lado, pode ser difícil oferecer comprimidos para cães resistentes — principalmente para aqueles que conseguem encontrar as cápsulas mesmo quando estão bem escondidas.
Para te ajudar nesse processo, a linha de suplementos Happy Med criou o Snack Disfarça Comprimidos, um petisco moldável e saboroso que envolve o medicamento de uma vez.

Antes de oferecer a dipirona junto com alimentos ou petiscos, confirme com o médico-veterinário se essa forma de administração é adequada para o tratamento prescrito.
Se o seu pet ainda não se acostumou com medicamentos em comprimido, a dipirona em gotas pode ser uma opção prática para a rotina.
Um dos pontos positivos da apresentação líquida é a possibilidade de ajustar a quantidade com maior precisão, de acordo com a dose calculada para o peso do animal.
Para dar a dipirona líquida ao seu cachorro, coloque a quantidade informada pelo veterinário em uma seringa e aplique lentamente pelo canto da boca do animal.
Oferecer um petisco que o seu cachorro adora após a aplicação pode ajudar a amenizar o sabor do medicamento e tornar esse momento mais tranquilo.
Embora possa parecer uma alternativa mais fácil, diluir a dipirona em gotas diretamente no bebedouro do seu pet não é uma prática recomendada pelos especialistas.
Como o animal pode beber apenas parte da água ao longo do dia, a quantidade de medicamento ingerida não será a mesma que foi prescrita, o que prejudica o tratamento.

A dosagem de dipirona para cachorro deve ser definida pelo médico-veterinário de acordo com a concentração do princípio ativo, o peso e as condições clínicas do animal.
Para algumas apresentações veterinárias de dipirona gotas, como a Biovet, a bula indica a dosagem padrão de 1 gota por kg de peso corporal, com limite máximo de 35 gotas.
Mas tenha em mente que essa referência não se aplica a todas as apresentações do medicamento.
As versões humanas e veterinárias de dipirona podem ter concentrações diferentes — inclusive entre as formulações infantis e para adultos.
Por isso, a quantidade de gotas ou comprimidos precisa ser calculada de acordo com a apresentação prescrita pelo veterinário e a dosagem conforme o peso do animal.
A dipirona apresenta ação relativamente rápida em cães, alcançando seu pico plasmático em cerca de 1 hora após a administração.
Para investigar o tempo de eficácia do fármaco mais a fundo, um experimento desenvolvido pela Biovet avaliou o uso de dipirona gotas em 20 cães com quadros de dor e inflamação.
Durante o estudo, os pesquisadores acompanharam os sinais clínicos dos animais antes e depois do início do tratamento, com avaliações realizadas em diferentes momentos.
Os cães que receberam a dipirona apresentaram melhora significativa dos sinais de dor e inflamação já na primeira hora após a administração, com evolução positiva ao longo do período de acompanhamento.
A duração dos efeitos da dipirona está relacionada ao tempo que seus metabólitos permanecem no organismo.
O principal deles, o MMA, apresenta meia-vida de eliminação de aproximadamente 4 a 5 horas em cães. (JAROSZEWSKI et al., 2014; GIORGI et al., 2018)
Por conta disso, a bula de algumas apresentações do medicamento orienta que uma nova dose pode ser administrada após 4 a 6 horas, se necessário.
Seja como for, o intervalo entre as doses de dipirona deve ser definido pelo médico-veterinário responsável pelo caso.
Não antecipe nem repita a dose por conta própria caso os sinais de dor retornem.
A frequência e a duração do tratamento fazem parte da prescrição e devem ser definidas pelo profissional, pois doses em excesso podem causar intoxicação medicamentosa.

Um dos grandes diferenciais da dipirona veterinária frente a outros anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) é o seu menor potencial ulcerogênico, ou seja, o menor risco de causar lesões e úlceras no estômago como efeito colateral ao tratamento.
Isso não significa, é claro, que o analgésico para cachorro esteja livre de reações adversas.
Na verdade, um dos efeitos colaterais previstos na bula da dipirona pet é a agranulocitose — alteração caracterizada pela redução acentuada dos leucócitos, células responsáveis pela defesa do organismo. (SCHÜTTER et al., 2015)
Os sinais associados à agranulocitose em cães incluem febre persistente, mal-estar, palidez, hematomas e sangramentos durante o tratamento com dipirona.
A boa notícia é que pesquisas realizadas na Europa, Ásia e América Latina indicam que o risco de agranulocitose, anemia aplástica, anafilaxia e complicações gastrointestinais associadas ao uso da dipirona é baixo. (CAMPOS et al.,1999; BASSANEZI; FILHO, 2006)
Além das reações adversas descritas, o uso prolongado ou na dosagem errada da dipirona em cachorros com febre ou dores pode causar sérios problemas de saúde.
Quando a administração via intramuscular é feita de maneira inadequada, por exemplo, muitos animais apresentam abscesso e sensibilidade local por alguns dias.
Felizmente, como essa via de aplicação é feita exclusivamente pelo médico-veterinário, o risco de complicações é baixo.
Em casa, onde a administração costuma ser feita por via oral pelo próprio tutor, o grande perigo está na automedicação com doses superiores às indicadas. (SOUSA et al., 2024)
Afinal, a superdosagem com dipirona pode fazer com o que animal desenvolva um quadro de intoxicação medicamentosa potencialmente grave.
De acordo com uma pesquisa publicada na revista Contribuciones a Las Ciencias Sociales, os principais sinais clínicos associados à intoxicação por dipirona em cães são:
Se o seu cachorro apresentar qualquer uma dessas alterações após o uso da dipirona, procure atendimento veterinário imediatamente.
O médico-veterinário avaliará a gravidade da intoxicação e indicará a conduta mais adequada para a recuperação do pet — que pode envolver o ajuste do tratamento ou a substituição do analgésico.
A dipirona pode fazer parte de um tratamento combinado, mas não deve ser misturada com outros medicamentos por conta própria.
Algumas interações medicamentosas aumentam as chances de efeitos adversos, comprometendo o bem-estar animal e trazendo mais riscos do que vantagens aos pets.
O analgésico para cachorro deve ser utilizado com bastante cautela quando associado à clorpromazina, por exemplo, pois a combinação pode provocar hipotermia grave.
Também não é recomendado usar a dipirona junto à fenilbutazona e ao ácido acetilsalicílico, pois há chances de os efeitos tóxicos dos anti-inflamatórios se somarem.
Por fim, a bula da dipirona veterinária Biovet também recomenda que os tutores não misturem o medicamento com o barbitúrico.

Antes de oferecer qualquer medicamento ao seu cachorro, não se esqueça de conversar com um médico-veterinário.
Remédios comuns para pessoas podem ter efeitos diferentes nos animais e, dependendo da substância e da dose, colocar a vida do seu pet em risco.
De acordo com o Relatório Anual com Dados de Atendimento do CIT-RS, os medicamentos representaram 20,7% das exposições a agentes tóxicos em animais registradas em 2019.
Na tentativa de alertar os tutores sobre os riscos da automedicação com remédios humanos, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Alagoas (CRMV-AL) listou os principais medicamentos a evitar:
| Medicamento | Sinais de intoxicação |
| Diclofenaco (Cataflan®, Voltaren®) | Pode causar falta de apetite, vômito com sangue, fezes escuras, sensibilidade abdominal, desidratação, anemia, gastrite, úlceras gástricas, hemorragia gástrica, alterações no fígado, necrose de rins e inflamação do intestino com hemorragia. |
| Ibuprofeno (Advil®) | Pode provocar vômitos, diarreia, dor abdominal, sangramento gastrointestinal, dificuldade respiratória e sintomas neurológicos. Em casos graves, pode levar o animal ao coma e à morte. |
| Paracetamol (Tylenol®) | Pode causar depressão, vômito, dores abdominais, inchaço (rosto, patas e membros dianteiros) e sinais associados à falência do coração e falência do fígado. Em casos graves, pode levar o cachorro à morte. |
| Antidepressivos | Podem provocar vômitos e letargia. Alguns medicamentos também podem desencadear síndrome serotoninérgica, condição associada ao aumento da temperatura corporal, frequência cardíaca e pressão sanguínea, além de desorientação, vocalização, tremores e convulsões. |
| Derivados da vitamina D | Substâncias como calcipotriol e calcitriol podem aumentar excessivamente o cálcio no sangue e causar danos aos rins. Vômitos, perda de apetite, aumento na frequência da urina e sede (causadas pela falência dos rins) podem aparecer até mais de 24 horas após a ingestão. |
Na dúvida, sempre procure um médico-veterinário quando o seu pet apresentar desconforto e jamais ofereça medicamentos sem a orientação do profissional.
Mesmo que a dipirona já tenha sido prescrita para o cachorro em outra ocasião, não é recomendado reutilizar o medicamento por conta própria.
Um quadro de dor ou febre pode ter uma causa diferente, exigir outro tratamento ou até mesmo precisar de uma abordagem mais completa.
Dores crônicas, por exemplo, muitas vezes estão relacionadas a condições como osteoartrite, neoplasias ou doenças neurológicas.
Nessas situações, a dipirona pode fazer parte do protocolo, mas dificilmente será a única medicação utilizada.
O tratamento pode incluir outros analgésicos e anti-inflamatórios, como a gabapentina, o tramadol, e até terapias adjuvantes, como acupuntura e fisioterapia.
“A depender do sintoma que seu animal está apresentando, o médico-veterinário pode indicar outros medicamentos que substituem a dipirona com outros princípios ativos, como anti-inflamatórios e analgésicos mais fortes, de acordo com a suspeita e o quadro clínico”, explica a médica-veterinária Lysandra Barbieri.
E lembre-se: em caso de ingestão acidental de medicamentos ou suspeita de uma dose tóxica, procure atendimento veterinário imediatamente.

Sim, a dipirona de uso humano pode ser administrada a cães em algumas situações, mas somente com indicação e dosagem definidas por um médico-veterinário.
Por isso, não dê Novalgina para cachorro por conta própria. A concentração pode ser diferente da apresentação veterinária e um erro no cálculo pode causar intoxicação.
A dipirona pode ser encontrada em diferentes apresentações, como gotas, comprimidos, drágeas e solução injetável. A escolha do analgésico para cachorro ideal vai depender do peso, das condições clínicas e das preferências de cada animal.
A diferença está na quantidade de princípio ativo presente em cada comprimido. A dipirona de 1 g contém o dobro do princípio ativo de um comprimido de 500 mg.
Como a dose para cães é calculada de acordo com o peso e a concentração do medicamento, não é seguro substituir uma apresentação pela outra sem orientação.
Sim. Como qualquer outro medicamento veterinário, a dipirona gotas para cachorro deve ser administrada com indicação de um médico-veterinário.
Embora seja um analgésico muito popular, a automedicação com metamizol pode trazer riscos ao pet, como:
Por isso, mesmo que a dipirona já tenha sido prescrita anteriormente para o seu pet, não reutilize o medicamento sem falar com o seu médico-veterinário.
A dipirona é contraindicada para cães com hipersensibilidade ao princípio ativo, problemas renais ou hepáticos graves, alterações no sangue ou distúrbios de coagulação.
Filhotes, cães idosos e pets com alterações nesses órgãos também precisam passar por uma avaliação veterinária criteriosa antes do uso.
A frequência depende da dose, da apresentação utilizada, da intensidade dos sintomas e das condições de saúde do animal.
Em algumas situações, a dipirona pode ser utilizada em intervalos de 6 a 24 horas, mas nunca administre o analgésico de forma contínua ou indiscriminada.
Se a dor ou a febre persistir, o cachorro precisa ser reavaliado pelo médico-veterinário antes que o tratamento seja prolongado ou a dose seja alterada.
Oferecer o comprimido da dipirona escondido na ração ou no petisco favorito do seu cachorro pode ajudar o pet a aceitar o medicamento mais facilmente, então converse com seu médico-veterinário sobre essa possibilidade!
Se o vômito acontecer logo após a administração, não ofereça outra dose por conta própria. Entre em contato com o profissional para saber como proceder.
“Outra opção boa é o tutor mandar manipular a dipirona em formato de biscoito, com o sabor preferido do cão, até mesmo uma solução líquida com sabor de carne ou bacon, por exemplo. A manipulação facilita na hora da administração, principalmente quando falamos de um tratamento mais longo”, sugere a médica-veterinária Juliana Andrade ao portal Vida de Bicho.
Em grandes quantidades, a dipirona pode intoxicar o cachorro, causando sinais como salivação excessiva, vômitos, diarreia e queda da pressão arterial.
Se houver suspeita de superdosagem, procure atendimento veterinário imediatamente.
Nem sempre é fácil perceber quando um cachorro está sentindo dor, já que os sinais podem ser discretos e variar de acordo com a causa e a intensidade do problema.
Se você suspeita que o seu pet está passando por um momento difícil, tente observar possíveis mudanças na rotina ou no comportamento do animal.
“Na maioria das vezes, os cães não reclamam explicitamente, mas ficam mais quietos, com menos apetite e respirando de forma diferente. Eles já podem estar sentindo muita dor, mas manifestam apenas deste modo contido”, explica a médica-veterinária Márcia Cavaleiro ao Blog da Cobasi.
Alterações como apatia, perda de apetite, isolamento, inquietação, irritação, prostração ou vocalização excessiva são sintomas clássicos de dor em cães.
Dependendo da região afetada, também podem surgir sinais mais específicos, como mancar, evitar escadas, coçar as orelhas ou apresentar sensibilidade ao toque.
A febre em cachorro acontece quando a temperatura corporal dos animais fica acima dos valores considerados normais para a espécie.
Mais do que uma doença, o quadro é considerado uma resposta do organismo diante de infecções ou processos inflamatórios.
Em geral, temperaturas acima de 39,2 °C já exigem atenção — mas esse valor pode variar dependendo da idade, porte e características individuais de cada pet.
Alguns sinais de que o seu cachorro pode estar com febre são apatia, perda de apetite, respiração acelerada, vômitos e diarreia.
Ainda assim, o método mais confiável para confirmar o quadro é medir a temperatura corporal do pet com um termômetro adequado, como ensinamos nesse artigo.
Agora você já sabe que pode dar dipirona para cachorro com a orientação e acompanhamento veterinário.
Pronto para descobrir mais sobre saúde, comportamento e alimentação canina? Continue explorando os artigos no Blog da Cobasi!
CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO ESTADO DE ALAGOAS. Medicamentos humanos são perigosos para cães e gatos. 2016. Disponível em: https://www.crmv-al.org.br/2016/07/12/medicamentos-humanos-sao-perigosos-para-caes-e-gatos/
VIDA DE BICHO. Pode dar dipirona para cachorro? Saiba quando o medicamento é indicado. 2022. Disponível em: https://vidadebicho.globo.com/saude/noticia/2022/11/pode-dar-dipirona-para-cachorro-saiba-quando-o-medicamento-e-indicado.ghtml
GAROFALLO, Felipe. Dipirona em cães. 2025. Disponível em: https://www.vetgarofallo.com/post/dipirona-para-caes-pode-dar-todo-dia
TEIXEIRA, Luciana Gonçalves. Uso de dipirona como analgésico no pós-operatório de cães. VETERINÁRIA EM FOCO (ULBRA), v.15, p.13-20, 2017. Disponível em: http://www.periodicos.ulbra.br/index.php/veterinaria/article/view/4588
WOLOSKI, Gabriela Aguiar Campos. Medicamentos potencialmente tóxicos para cães e
gatos: revisão de literatura. 2021. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/271974
GORCZAK, R. (2017). Infusão contínua de dipirona em cadelas: Efeitos cardiorrespiratórios e analgésicos. Disponível em: https://repositorio.unipampa.edu.br/server/api/core/bitstreams/b60617f7-e2bb-487b-868e-dc6077186a42/content
TEIXEIRA, L. G. Avaliação da dor pós-operatória e aspectos toxicológicos do uso de dipirona e tramadol em gatas. Dissertação (Mestrado em Medicina Veterinária) – Centro de Ciências Rurais, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 43 p., 2018. Disponível em: https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/14089/DIS_PPGMV_2018_TEIXEIRA_LUCIANA.pdf?sequence=1&isAllowed=y
BIOVET. Avaliação da segurança e eficácia de Dipirona Gotas em cães e gatos. 2024. Disponível em: https://biovet-01.naveg.me/wp-content/uploads/2024/10/BOV_0012_22D_artigo_tecnico_dipirona_210x297mm-1.pdf
BIOVET. Dipirona Gotas. 2021. Disponível em: https://biovet.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Dipirona.pdf
ALMEIDA et al. Intoxicação medicamentosa por ivermectina e dipirona em cão: relato de caso. CONTRIBUCIONES A LAS CIENCIAS SOCIALES, [S. l.], v. 18, n. 11, p. e22471, 2025. Disponível em: https://ojs.revistacontribuciones.com/ojs/index.php/clcs/article/view/22471

Formada em Medicina Veterinária pela UNESC - Campus Colatina, Lysandra é apaixonada pelos seus pets adotados: Pretinha, Cabrita e Tuí. Cada um deles reforça sua dedicação à Medicina Veterinária e reflete seu amor pelos animais.
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