

Muitos tutores têm dificuldade para identificar se o gato é macho ou fêmea, especialmente nos primeiros meses de vida, quando as genitálias são discretas e muito parecidas entre si. Mas com um olhar atento e as orientações corretas, fica fácil reconhecer o sexo do filhote ou do gato adulto.
Neste guia completo, você vai aprender como identificar o sexo de gatos castrados ou não, e entender como o comportamento e a anatomia ajudam nessa diferenciação.
A forma mais confiável de identificar o sexo do gato é observar a anatomia da região genital. Ao levantar a cauda do animal, preste atenção à distância entre o ânus e o órgão reprodutor.
Essa é a diferença mais clara: nos machos, a distância é maior e o conjunto lembra dois pontos alinhados; nas fêmeas, a abertura é mais próxima do ânus e forma um padrão semelhante a ponto e vírgula.
Além da anatomia, outras características físicas e comportamentais podem ajudar na identificação, especialmente quando o pet já atingiu a maturidade sexual.
Porém, comportamento e aparência não substituem a análise da genitália, que continua sendo o método mais preciso.
Nos machos, a distância entre o ânus e a genitália é maior (aproximadamente 1,5 a 2 cm de distância em filhotes, e mais em adultos), enquanto nas fêmeas é menor — em gatas filhotes, é quase inexistente.
Em gatos machos, os orifícios anal e genital são ambos redondos e alinhados verticalmente (lembra dois pontos, como :), enquanto nas fêmeas, o anal é redondo e o genital (a vulva) é vertical (lembrando um ponto e vírgula, como ;).
Por fim, em machos não castrados é possível visualizar a bolsa escrotal. Em gatos filhotes, apesar de não ser necessariamente visível, os testículos são palpáveis como pequenas esferas sob a pele, abaixo dos genitais, e costumam ter pelos mais claros do que o restante da região.
Para facilitar tarefa, use o infográfico abaixo como referência:

O comportamento não é um método confiável para sexagem de filhotes, porque machos e fêmeas muito jovens ainda não manifestam diferenças hormonais significativas. Porém, em gatos adultos, alguns padrões ajudam a complementar a identificação.
Esses comportamentos existem porque o organismo das fêmeas é guiado pelos picos de estrogênio durante o ciclo reprodutivo, enquanto o dos machos é influenciado pela testosterona.
Os hormônios deixam de atuar da mesma forma após a castração, e por isso o comportamento entre os sexos tende a ficar mais parecido. Esse é o motivo pelo qual a anatomia continua sendo a melhor forma de sexagem mesmo em adultos castrados.
Identificar o sexo de um gato fica mais fácil quando o tutor entende o que observar em cada fase da vida. Nos primeiros meses, a genitália ainda é pouco desenvolvida, então a distância entre o ânus e o órgão reprodutor é o critério mais confiável.
Conforme o filhote cresce, novos sinais anatômicos e até certos comportamentos começam a surgir e ajudam a confirmar a sexagem.
Entre o nascimento e os dois meses de vida, as diferenças são discretas. O cuidador deve se concentrar apenas na anatomia: machos apresentam maior espaço entre ânus e abertura genital, enquanto as fêmeas têm as duas estruturas mais próximas.
Por volta dos três meses, os testículos começam a ser perceptíveis em machos não castrados, e alguns comportamentos guiados por hormônios começam a surgir. A partir dos cinco ou seis meses, a maturidade sexual torna o processo mais evidente, pois machos e fêmeas passam a expressar comportamentos típicos do período reprodutivo.
Após a castração, especialmente em animais operados muito jovens, a aparência da genitália pode parecer mais neutra, mas a localização das aberturas e o formato da região ainda são suficientes para diferenciar com segurança.
Quando o tutor entende como cada fase se manifesta, consegue escolher o método mais eficaz:
Esse conjunto reduz erros e faz com que a sexagem seja confiável em qualquer idade.

Após a castração, identificar o sexo pode se tornar mais difícil, especialmente em machos operados muito jovens, já que o volume escrotal desaparece quase por completo. Ainda assim, existem sinais que ajudam.
Mesmo assim, o formato da genitália continua sendo o método mais seguro.
Os machos tendem a ganhar massa muscular com mais facilidade. As fêmeas podem ganhar peso mais rapidamente se a dieta não for ajustada.
Além disso, os machos apresentam maior predisposição à obstrução urinária, pois têm uretra mais longa e estreita.
Essas diferenças fisiológicas mostram como a dieta pós-castração deve ser adaptada. Rações específicas para gatos castrados controlam calorias, reduzem o risco urinário e ajudam a manter o peso ideal.
A coloração da pelagem pode fornecer pistas importantes sobre o sexo do gato, porque certos padrões dependem diretamente dos cromossomos sexuais.
Fêmeas possuem dois cromossomos X (XX). Cada X pode carregar um gene de cor diferente, o que permite combinações como tricolor ou tartaruga.
Já os machos possuem XY, então só expressam a cor presente no único cromossomo X. Por isso, tendem a ser monocromáticos.
Machos tricolores existem, mas são extremamente raros e quase sempre estéreis. Isso ocorre devido à síndrome genética XXY, parecida com a Síndrome de Klinefelter em humanos.
A genética das gatas é especialmente interessante porque cada célula “escolhe” qual cromossomo X será ativado. Isso cria um padrão de mosaico que resulta nas manchas típicas dos pelos tricolores.
Já os machos, por terem apenas um X, expressam integralmente qualquer gene presente, inclusive mutações recessivas que afetam a cor e textura da pelagem.
| Característica | Macho | Fêmea |
| Distância entre ânus e órgão genital | Maior (1,5–2 cm em filhotes) | Pequena (quase colados) |
| Formato da genitália | Dois pontos ( • • ) | Ponto e vírgula ( • ; ) |
| Presença de testículos | Sim, perceptível em adultos não castrados | Não |
| Comportamento sexual | Marca território com urina; mais inquieto | Vocaliza mais e se esfrega durante o cio |
| Pelagem tricolor | Extremamente rara | Comum |
| Doenças associadas | Risco de obstrução urinária, câncer de próstata | Risco de infecção uterina e tumores mamários |
| Reação à castração | Reduz marcação e agressividade | Diminui cio e previne doenças |
Algumas raças felinas apresentam características sexuais mais sutis, o que torna a identificação ainda mais difícil em filhotes. Veja exemplos:
Essas sutilezas anatômicas e comportamentais reforçam que a raça influencia na facilidade de identificação e no perfil hormonal de cada animal.

Saber o sexo do gato não é apenas curiosidade: é essencial para oferecer os cuidados corretos. A identificação precoce ajuda a:
Embora muitos tutores consigam identificar o sexo do gato apenas observando a anatomia, há situações em que a confirmação profissional é necessária. O veterinário consegue avaliar com precisão casos em que a genitália é pouco evidente, quando há suspeita de anomalias ou quando o comportamento do animal não segue o padrão esperado para sua idade.
A avaliação envolve uma inspeção física detalhada e, quando necessário, exames complementares como ultrassonografia para localizar testículos internos, estruturas reprodutivas femininas pouco desenvolvidas ou alterações congênitas. Em situações raras, testes genéticos ajudam a esclarecer casos de variações cromossômicas.
É recomendado buscar ajuda profissional quando o tutor não consegue identificar o sexo com segurança, quando há inchaço ou irritação na região genital, quando o gato demonstra dor ao urinar ou defecar, ou quando o comportamento sexual se altera de forma abrupta.
Um acompanhamento veterinário imediato também é importante em casos de suspeita de criptorquidismo, condição em que um ou ambos os testículos não descem para o saco escrotal e que exige intervenção médica.
A castração é uma das decisões mais importantes para a saúde e o bem-estar dos gatos e influencia diretamente no comportamento, na expectativa de vida e até na facilidade de identificação sexual ao longo da vida.
O procedimento evita gestações indesejadas e reduz drasticamente o risco de doenças graves, como tumores mamários e infecções uterinas em fêmeas, além de diminuir a incidência de problemas prostáticos em machos.
Além dos benefícios médicos, a castração modifica positivamente o comportamento. Sem a influência direta dos hormônios reprodutivos, machos tornam-se menos propensos a brigar ou marcar território com urina, o que reduz acidentes pela casa e evita fugas.
As fêmeas deixam de entrar no cio, evitando vocalizações intensas e períodos de desconforto. Como consequência, o ambiente familiar se torna mais tranquilo e seguro.
O ideal é realizar o procedimento antes do início da maturidade sexual, geralmente entre quatro e seis meses, salvo orientação diferente do veterinário. A castração precoce traz vantagens como menor risco de tumores mamários nas gatas e redução quase total do comportamento de marcação nos machos.
Após o procedimento, é fundamental adaptar a alimentação, já que tanto machos quanto fêmeas podem ganhar peso mais facilmente. Rações específicas para gatos castrados ajudam a controlar calorias, proteger o trato urinário e manter um metabolismo equilibrado.
A castração também contribui para reduzir o abandono e o número de animais nas ruas, fortalecendo o papel do tutor como responsável pelo bem-estar do pet e da comunidade.

É difícil. A observação mais precisa exige levantar o rabo, mas é possível ter pistas pela pelagem (tricolor = fêmea) e comportamento (marcação = macho).
Nem sempre. Tricolores e escaminhas quase sempre são fêmeas, mas gatos de cor sólida podem ser de ambos os sexos.
A maioria não, mas alguns podem manter o hábito por estresse ou territorialismo.
Não. O tom de voz e vocalização não indicam sexo, apenas estado emocional.
Sim. Em média, os machos são mais pesados e musculosos, mas há variações entre raças.
Sim. A partir de 5 a 6 meses, já são férteis. Daí a importância da castração precoce.
Sim, em filhotes muito pequenos o umbigo cicatrizado pode ser confundido com vulva. Por isso, observe também a distância entre os orifícios.
Identificar se o gato é macho ou fêmea é mais simples do que parece, basta olhar com atenção, respeitar o bem-estar do animal e, se necessário, buscar ajuda veterinária.
Com o conhecimento certo, você evita confusões, planeja a castração no momento ideal e garante uma vida mais saudável e equilibrada ao seu felino.
E lembre-se: no Blog da Cobasi, você encontra guias completos sobre comportamento felino, saúde, alimentação e bem-estar, tudo para cuidar com amor e segurança do seu gato, seja ele macho ou fêmea.
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