Como saber se o gato é macho ou fêmea: guia completo para identificar o sexo do seu felino

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Por Cobasi   Tempo de leitura: 12 minutos

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gato macho e fêmea

Muitos tutores têm dificuldade para identificar se o gato é macho ou fêmea, especialmente nos primeiros meses de vida, quando as genitálias são discretas e muito parecidas entre si. Mas com um olhar atento e as orientações corretas, fica fácil reconhecer o sexo do filhote ou do gato adulto.

Neste guia completo, você vai aprender como identificar o sexo de gatos castrados ou não, e entender como o comportamento e a anatomia ajudam nessa diferenciação.

Como saber se o gato é macho ou fêmea?

A forma mais confiável de identificar o sexo do gato é observar a anatomia da região genital. Ao levantar a cauda do animal, preste atenção à distância entre o ânus e o órgão reprodutor. 

Essa é a diferença mais clara: nos machos, a distância é maior e o conjunto lembra dois pontos alinhados; nas fêmeas, a abertura é mais próxima do ânus e forma um padrão semelhante a ponto e vírgula.

Além da anatomia, outras características físicas e comportamentais podem ajudar na identificação, especialmente quando o pet já atingiu a maturidade sexual

Porém, comportamento e aparência não substituem a análise da genitália, que continua sendo o método mais preciso.

Indicativos anatômicos

Nos machos, a distância entre o ânus e a genitália é maior (aproximadamente 1,5 a 2 cm de distância em filhotes, e mais em adultos), enquanto nas fêmeas é menor — em gatas filhotes, é quase inexistente.

Em gatos machos, os orifícios anal e genital são ambos redondos e alinhados verticalmente (lembra dois pontos, como :), enquanto nas fêmeas, o anal é redondo e o genital (a vulva) é vertical (lembrando um ponto e vírgula, como ;).

Por fim, em machos não castrados é possível visualizar a bolsa escrotal. Em gatos filhotes, apesar de não ser necessariamente visível, os testículos são palpáveis como pequenas esferas sob a pele, abaixo dos genitais, e costumam ter pelos mais claros do que o restante da região.

Para facilitar tarefa, use o infográfico abaixo como referência:

sexagem de gatos

Indicativos comportamentais

O comportamento não é um método confiável para sexagem de filhotes, porque machos e fêmeas muito jovens ainda não manifestam diferenças hormonais significativas. Porém, em gatos adultos, alguns padrões ajudam a complementar a identificação.

Comportamentos comuns de machos não castrados

  • Tendem a marcar território urinando fora da caixa;
  • Podem tentar fugir em busca de fêmeas no cio;
  • Geralmente são mais inquietos em períodos de alta atividade hormonal;
  • Em alguns casos, apresentam comportamento de disputa com outros machos.

Comportamentos comuns de fêmeas não castradas

  • Vocalização intensa durante o cio;
  • Esfregar o corpo em superfícies e pessoas com maior frequência;
  • Maior busca por afeto e proximidade com humanos;
  • Alternância entre calma e agitação enquanto o cio dura.

Esses comportamentos existem porque o organismo das fêmeas é guiado pelos picos de estrogênio durante o ciclo reprodutivo, enquanto o dos machos é influenciado pela testosterona. 

Os hormônios deixam de atuar da mesma forma após a castração, e por isso o comportamento entre os sexos tende a ficar mais parecido. Esse é o motivo pelo qual a anatomia continua sendo a melhor forma de sexagem mesmo em adultos castrados.

Quando cada método funciona: observação da genitália, pelagem e comportamento

Identificar o sexo de um gato fica mais fácil quando o tutor entende o que observar em cada fase da vida. Nos primeiros meses, a genitália ainda é pouco desenvolvida, então a distância entre o ânus e o órgão reprodutor é o critério mais confiável. 

Conforme o filhote cresce, novos sinais anatômicos e até certos comportamentos começam a surgir e ajudam a confirmar a sexagem.

Entre o nascimento e os dois meses de vida, as diferenças são discretas. O cuidador deve se concentrar apenas na anatomia: machos apresentam maior espaço entre ânus e abertura genital, enquanto as fêmeas têm as duas estruturas mais próximas. 

Por volta dos três meses, os testículos começam a ser perceptíveis em machos não castrados, e alguns comportamentos guiados por hormônios começam a surgir. A partir dos cinco ou seis meses, a maturidade sexual torna o processo mais evidente, pois machos e fêmeas passam a expressar comportamentos típicos do período reprodutivo. 

Após a castração, especialmente em animais operados muito jovens, a aparência da genitália pode parecer mais neutra, mas a localização das aberturas e o formato da região ainda são suficientes para diferenciar com segurança.

Quando o tutor entende como cada fase se manifesta, consegue escolher o método mais eficaz:

  • filhotes muito jovens: análise anatômica
  • jovens em crescimento: anatomia + surgimento dos primeiros indícios hormonais
  • adultos não castrados: anatomia + comportamento
  • adultos castrados: anatomia + cicatriz + histórico comportamental

Esse conjunto reduz erros e faz com que a sexagem seja confiável em qualquer idade.

Como saber se o gato castrado é macho ou fêmea?

gatos macho e fêmea

Após a castração, identificar o sexo pode se tornar mais difícil, especialmente em machos operados muito jovens, já que o volume escrotal desaparece quase por completo. Ainda assim, existem sinais que ajudam.

Sinais físicos

  • Machos: pequena cicatriz ou área sem pelos na região onde ficavam os testículos
  • Fêmeas: incisão discreta no abdômen, geralmente pouco visível após a cicatrização

Sinais comportamentais pós-castração

  • Machos deixam de demarcar território e costumam ficar mais calmos
  • Fêmeas não entram mais no cio e reduzem vocalizações e inquietação

Mesmo assim, o formato da genitália continua sendo o método mais seguro.

Diferenças fisiológicas que permanecem após a castração

Os machos tendem a ganhar massa muscular com mais facilidade. As fêmeas podem ganhar peso mais rapidamente se a dieta não for ajustada.

Além disso, os machos apresentam maior predisposição à obstrução urinária, pois têm uretra mais longa e estreita.

Essas diferenças fisiológicas mostram como a dieta pós-castração deve ser adaptada. Rações específicas para gatos castrados controlam calorias, reduzem o risco urinário e ajudam a manter o peso ideal.

Identificando o sexo pela pelagem

A coloração da pelagem pode fornecer pistas importantes sobre o sexo do gato, porque certos padrões dependem diretamente dos cromossomos sexuais.

Como funciona essa relação

Fêmeas possuem dois cromossomos X (XX). Cada X pode carregar um gene de cor diferente, o que permite combinações como tricolor ou tartaruga.

Já os machos possuem XY, então só expressam a cor presente no único cromossomo X. Por isso, tendem a ser monocromáticos.

Exceção importante

Machos tricolores existem, mas são extremamente raros e quase sempre estéreis. Isso ocorre devido à síndrome genética XXY, parecida com a Síndrome de Klinefelter em humanos.

Resumo rápido para tutores

  • Gato tricolor ou tartaruga: quase sempre é fêmea
  • Gato laranja sólido: geralmente é macho
  • Gato preto, branco ou cinza sólido: pode ser macho ou fêmea

A genética das gatas é especialmente interessante porque cada célula “escolhe” qual cromossomo X será ativado. Isso cria um padrão de mosaico que resulta nas manchas típicas dos pelos tricolores. 

Já os machos, por terem apenas um X, expressam integralmente qualquer gene presente, inclusive mutações recessivas que afetam a cor e textura da pelagem.

Tabela comparativa: diferenças entre gato macho e fêmea

CaracterísticaMachoFêmea
Distância entre ânus e órgão genitalMaior (1,5–2 cm em filhotes)Pequena (quase colados)
Formato da genitáliaDois pontos ( • • )Ponto e vírgula ( • ; )
Presença de testículosSim, perceptível em adultos não castradosNão
Comportamento sexualMarca território com urina; mais inquietoVocaliza mais e se esfrega durante o cio
Pelagem tricolorExtremamente raraComum
Doenças associadasRisco de obstrução urinária, câncer de próstataRisco de infecção uterina e tumores mamários
Reação à castraçãoReduz marcação e agressividadeDiminui cio e previne doenças

Diferenças entre raças: nem todas são iguais

Algumas raças felinas apresentam características sexuais mais sutis, o que torna a identificação ainda mais difícil em filhotes. Veja exemplos:

  • Persa e Himalaio: pelos longos dificultam a visualização da região genital; a análise por toque ou exame clínico pode ser necessária.
  • Siamês e Oriental: genitália mais evidente, fácil de distinguir mesmo jovem.
  • Maine Coon e Norwegian Forest: machos são visivelmente maiores e mais largos, enquanto as fêmeas têm focinho mais delicado.
  • Sphynx: por não ter pêlos, a observação anatômica é simples, mas a diferença de temperamento entre machos e fêmeas é bem marcante — machos são brincalhões e extrovertidos, fêmeas mais seletivas e reservadas.

Essas sutilezas anatômicas e comportamentais reforçam que a raça influencia na facilidade de identificação e no perfil hormonal de cada animal.

Por que é importante saber se o gato é macho ou fêmea

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Saber o sexo do gato não é apenas curiosidade: é essencial para oferecer os cuidados corretos. A identificação precoce ajuda a:

  • Planejar a castração no momento certo;
  • Evitar gestações indesejadas;
  • Prevenir brigas e marcações no ambiente;
  • Escolher o tipo de alimentação (macho e fêmea têm metabolismos e riscos diferentes);
  • Monitorar doenças específicas do sexo, como infecções uterinas em fêmeas e problemas de próstata em machos.

Quando procurar ajuda veterinária para identificar o sexo do gato

Embora muitos tutores consigam identificar o sexo do gato apenas observando a anatomia, há situações em que a confirmação profissional é necessária. O veterinário consegue avaliar com precisão casos em que a genitália é pouco evidente, quando há suspeita de anomalias ou quando o comportamento do animal não segue o padrão esperado para sua idade.

A avaliação envolve uma inspeção física detalhada e, quando necessário, exames complementares como ultrassonografia para localizar testículos internos, estruturas reprodutivas femininas pouco desenvolvidas ou alterações congênitas. Em situações raras, testes genéticos ajudam a esclarecer casos de variações cromossômicas.

É recomendado buscar ajuda profissional quando o tutor não consegue identificar o sexo com segurança, quando há inchaço ou irritação na região genital, quando o gato demonstra dor ao urinar ou defecar, ou quando o comportamento sexual se altera de forma abrupta.

Um acompanhamento veterinário imediato também é importante em casos de suspeita de criptorquidismo, condição em que um ou ambos os testículos não descem para o saco escrotal e que exige intervenção médica.

A importância da castração em gatos machos e fêmeas

A castração é uma das decisões mais importantes para a saúde e o bem-estar dos gatos e influencia diretamente no comportamento, na expectativa de vida e até na facilidade de identificação sexual ao longo da vida. 

O procedimento evita gestações indesejadas e reduz drasticamente o risco de doenças graves, como tumores mamários e infecções uterinas em fêmeas, além de diminuir a incidência de problemas prostáticos em machos.

Além dos benefícios médicos, a castração modifica positivamente o comportamento. Sem a influência direta dos hormônios reprodutivos, machos tornam-se menos propensos a brigar ou marcar território com urina, o que reduz acidentes pela casa e evita fugas. 

As fêmeas deixam de entrar no cio, evitando vocalizações intensas e períodos de desconforto. Como consequência, o ambiente familiar se torna mais tranquilo e seguro.

O ideal é realizar o procedimento antes do início da maturidade sexual, geralmente entre quatro e seis meses, salvo orientação diferente do veterinário. A castração precoce traz vantagens como menor risco de tumores mamários nas gatas e redução quase total do comportamento de marcação nos machos. 

Após o procedimento, é fundamental adaptar a alimentação, já que tanto machos quanto fêmeas podem ganhar peso mais facilmente. Rações específicas para gatos castrados ajudam a controlar calorias, proteger o trato urinário e manter um metabolismo equilibrado.

A castração também contribui para reduzir o abandono e o número de animais nas ruas, fortalecendo o papel do tutor como responsável pelo bem-estar do pet e da comunidade.

FAQ – Perguntas frequentes

gatos com frio debaixo da coberta

1. Como ver se o gato é macho ou fêmea sem tocar?

É difícil. A observação mais precisa exige levantar o rabo, mas é possível ter pistas pela pelagem (tricolor = fêmea) e comportamento (marcação = macho).

2. É possível diferenciar apenas pela cor?

Nem sempre. Tricolores e escaminhas quase sempre são fêmeas, mas gatos de cor sólida podem ser de ambos os sexos.

3. Gatos castrados continuam marcando território?

A maioria não, mas alguns podem manter o hábito por estresse ou territorialismo.

4. Posso descobrir o sexo pelo miado?

Não. O tom de voz e vocalização não indicam sexo, apenas estado emocional.

5. Machos e fêmeas têm diferenças de tamanho?

Sim. Em média, os machos são mais pesados e musculosos, mas há variações entre raças.

6. Gato macho pode engravidar a fêmea mesmo filhote?

 Sim. A partir de 5 a 6 meses, já são férteis. Daí a importância da castração precoce.

7. Posso confundir o umbigo do gato com a genitália?

 Sim, em filhotes muito pequenos o umbigo cicatrizado pode ser confundido com vulva. Por isso, observe também a distância entre os orifícios.

Conclusão

Identificar se o gato é macho ou fêmea é mais simples do que parece, basta olhar com atenção, respeitar o bem-estar do animal e, se necessário, buscar ajuda veterinária

Com o conhecimento certo, você evita confusões, planeja a castração no momento ideal e garante uma vida mais saudável e equilibrada ao seu felino.

E lembre-se: no Blog da Cobasi, você encontra guias completos sobre comportamento felino, saúde, alimentação e bem-estar, tudo para cuidar com amor e segurança do seu gato, seja ele macho ou fêmea.

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