Cachorro vomitando sangue: causas, riscos e o que fazer imediatamente

Por Cobasi   Tempo de leitura: 16 minutos

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cachorro vomitando sangue

O cachorro vomitando sangue é um sinal clínico importante de que algo não vai bem no organismo. Esse tipo de vômito é chamado de hematêmese e não é uma doença, mas indica que há sangramento em alguma parte do trato digestivo.

A presença de sangue no vômito pode variar desde pequenas estrias avermelhadas até grandes quantidades de sangue vivo ou escurecido, com aspecto semelhante à borra de café.

Na maioria dos casos, o sangramento está relacionado a alterações no estômago, esôfago ou na porção inicial do intestino. 

Essas alterações podem ter causas mais simples, como uma inflamação gástrica aguda, ou representar uma situação grave, como intoxicações, infecções ou distúrbios de coagulação, que exigem avaliação veterinária imediata.

Segundo a médica-veterinária Talita Ellen Pastore (CRMV-45887), esse é um sinal que sempre merece atenção:

“O sangue no vômito indica que há irritação, inflamação ou sangramento ativo no trato digestivo. Nunca deve ser ignorado, mesmo em episódios únicos.”

Neste artigo, com a colaboração da médica-veterinária Talita Ellen Pastore, você vai entender o que pode causar vômito com sangue em cães, quais são os sinais de alerta, o que fazer (e o que não fazer) e quais tratamentos podem ser indicados.

O objetivo é ajudar você a agir com informação, rapidez e segurança em um momento que, naturalmente, gera muita preocupação.

O que fazer ao perceber o cachorro vomitando sangue?

Ao notar que o cachorro está vomitando sangue, a primeira orientação é não ignorar o sinal e observar alguns detalhes que podem ajudar o veterinário na avaliação clínica.

De acordo com a médica-veterinária Talita Ellen Pastore, informações como cor, aparência e frequência do sangue no vômito ajudam a indicar a origem do sangramento e o grau de risco, mas não substituem a consulta com um profissional.

Em episódios únicos, com pequena quantidade de sangue e o cão aparentemente ativo, o quadro pode ser considerado de baixo risco inicial, desde que haja observação cuidadosa.

A partir dessas observações iniciais, entender como a aparência do sangue e a frequência dos episódios se relacionam com o risco ajuda o responsável pelo pet a agir com mais clareza até o atendimento profissional.

A cor, a aparência e a frequência do sangue no vômito importam?

Embora essas observações não substituam a avaliação veterinária, a cor, a aparência e a frequência do sangue no vômito ajudam a indicar de onde o sangramento pode estar vindo e o quão urgente é a situação.

Na prática, observar como esse sangue aparece no vômito permite entender se o sangramento é recente, ativo ou se já vinha acontecendo há algum tempo.

Sangue vermelho vivo (brilhante)

Quando o vômito apresenta sangue vermelho vivo, isso geralmente indica um sangramento recente. Pode estar relacionado a lesões na mucosa do estômago ou do esôfago e, em alguns casos, a ferimentos na cavidade oral. 

Essa característica é considerada um sinal de risco elevado e merece avaliação veterinária rápida.

Sangue escuro ou marrom

O sangue escuro, com aspecto semelhante à borra de café, indica que o sangue foi parcialmente digerido. Isso sugere sangramento no estômago ou na porção inicial do intestino, ou uma lesão que não é recente, mas permanece ativa.

Presença de coágulos

A presença de coágulos no vômito indica sangramento ativo e volumoso. Esse tipo de achado é frequentemente associado a intoxicações por anticoagulantes ou distúrbios de coagulação e deve ser tratado como emergência veterinária.

Frequência dos episódios

A frequência dos vômitos também é um fator determinante, já que episódios múltiplos aumentam significativamente a chance de desidratação, comprometimento da circulação e choque, exigindo intervenção veterinária imediata.

Quando o vômito com sangue é emergência?

Para ajudar a entender quando o vômito com sangue é uma emergência, a médica-veterinária Talita Ellen explica como os casos costumam ser classificados de acordo com os sinais apresentados pelo cão.

AvaliaçãoCaracterísticasRisco
BaixoEpisódio único, pequena quantidade de sangue escuro, cão ativo e se alimentandoMonitorar e procurar orientação veterinária
ModeradoVômitos repetidos, sangue mais escuro ou viscoso, apatia leve, perda de apetiteAvaliação veterinária o quanto antes
Alto (Emergência)Sangue vivo ou com coágulos, fraqueza, mucosas pálidas, diarreia hemorrágica, desidratação, filhotes, cães idosos ou com doença préviaAtendimento veterinário imediato

Identificar corretamente o nível de risco é essencial, mas não substitui a avaliação veterinária. Mesmo quadros inicialmente leves podem evoluir rapidamente, dependendo da causa.

O que pode ajudar em casos de baixo risco?

De acordo com a médica-veterinária Talita, em situações consideradas de baixo risco (como um episódio único de vômito com pequena quantidade de sangue e o cão ativo) algumas medidas iniciais podem ajudar até a avaliação profissional.

A veterinária orienta:

  • Retirar a alimentação por algumas horas, permitindo que o trato digestivo descanse.

  • Manter água disponível em pequenas quantidades, para ajudar na hidratação, evitando oferecer grandes volumes de uma só vez.

  • Manter o cão em ambiente calmo e seguro, reduzindo estresse e agitação.

  • Observar e registrar todas as informações, como sinais, sintomas, mudanças de comportamento, ingestões recentes e, se possível, fotos do vômito, que podem auxiliar no diagnóstico.

Vale ressaltar que mais de um episódio de vômito com sangue já caracteriza risco moderado. Nesses casos, a orientação é procurar atendimento veterinário, mesmo que o animal pareça bem.

O que evitar quando o cachorro vomita sangue?

A veterinária Talita reforça que algumas atitudes devem ser evitadas porque podem agravar o quadro ou atrasar o diagnóstico correto:

  • Não oferecer medicamentos humanos ou veterinários por conta própria, pois alguns podem intensificar o sangramento ou mascarar sintomas importantes.

  • Não forçar alimentação ou água, o que pode desencadear novos episódios de vômito e piorar a irritação do trato digestivo.

  • Não ignorar o problema, mesmo que o cachorro pareça normal após o episódio, já que o sangue no vômito é sempre um sinal de alerta.

Essas orientações ajudam a reduzir riscos e garantem que o animal receba o atendimento adequado no momento certo.

Por que meu cachorro está vomitando sangue?

Cachorro deitado no chão com expressão tranquila, em ambiente interno, com piso de madeira, e fundo com móvel e parede azul

O vômito com sangue em cães é um sintoma inespecífico, ou seja, pode estar associado a diferentes doenças ou condições, com níveis variados de gravidade. 

Identificar a origem do sangramento é essencial para definir a urgência do atendimento veterinário e o tratamento mais adequado para cada caso.

A seguir, a médica-veterinária Talita Ellen Pastore, explica quais são as principais causas do vômito com sangue em cachorro, quais outros sintomas costumam acompanhar cada uma e por que esses quadros sempre merecem atenção.

Gastrite hemorrágica (gastroenterite hemorrágica)

A gastrite hemorrágica é uma das causas mais frequentes de cachorro vomitando sangue. Ocorre quando a mucosa do estômago sofre uma inflamação intensa, levando a pequenas erosões e sangramentos.

Esse quadro pode ser desencadeado por ingestão de alimentos inadequados, restos de comida, lixo, mudanças bruscas de dieta, estresse intenso ou uso de medicamentos como anti-inflamatórios

Além do vômito com sangue, o cão pode apresentar náusea, apatia, dor abdominal e, em alguns casos, diarreia.

Úlceras gástricas ou duodenais

As úlceras são lesões mais profundas na parede do estômago ou do intestino. Quando sangram, costumam causar vômito com sangue escuro, com aparência semelhante à borra de café, indicando que o sangue já passou pelo processo de digestão.

Esse problema pode estar associado ao uso prolongado de anti-inflamatórios não esteroides, corticoides, doenças renais ou hepáticas, estresse crônico e até tumores

Entre os principais sintomas, o animal pode apresentar também perda de apetite, dor abdominal e emagrecimento progressivo.

Ingestão de corpo estranho

Objetos como brinquedos, ossos, pedaços de pano, pedras ou madeira podem provocar cortes, perfurações ou inflamação grave no trato gastrointestinal, levando ao sangramento e à hematêmese.

Nesses casos, o vômito costuma ser persistente, acompanhado de dor abdominal intensa, distensão da barriga, apatia e recusa alimentar. Muitas vezes, a ingestão de corpo estranho exige intervenção cirúrgica, o que torna o atendimento rápido essencial.

Intoxicação por rodenticidas (veneno de rato)

Os venenos anticoagulantes interferem diretamente na coagulação do sangue, provocando hemorragias internas generalizadas, inclusive no trato digestivo. 

O cachorro pode vomitar sangue vivo ou com coágulos, além de apresentar fraqueza, mucosas muito pálidas, sangramentos na gengiva ou na pele e dificuldade respiratória.

Segundo a médica-veterinária Talita Ellen Pastore, esse é um dos quadros mais graves:

“A intoxicação por rodenticidas causa sangramentos intensos e rápidos. Qualquer suspeita deve ser tratada como emergência veterinária.”

Parvovirose canina (especialmente em filhotes)

A parvovirose é uma doença viral grave que ataca as células do intestino, causando vômitos intensos, diarreia hemorrágica, dor abdominal e desidratação rápida. 

Em filhotes, o quadro pode evoluir rapidamente para uma queda grave da circulação e da pressão arterial (choque), com risco de morte em pouco tempo.

Quando há vômito com sangue em filhotes, a parvovirose deve sempre ser considerada como uma possibilidade importante, exigindo atendimento imediato e isolamento do animal.

Distúrbios de coagulação

Alterações na coagulação podem levar a sangramentos espontâneos, inclusive no estômago. Isso ocorre em doenças do carrapato, como erliquiose e babesiose, intoxicações, trombocitopenia imunomediada e doenças hepáticas graves.

O vômito pode conter sangue vivo ou escurecido, geralmente acompanhado de fraqueza, apatia, anemia e mucosas pálidas.

Pancreatite

A pancreatite é a inflamação do pâncreas e pode causar vômitos repetidos. Em casos mais severos, a irritação gástrica secundária pode levar à presença de sangue no vômito.

O cão costuma apresentar dor abdominal intensa, postura encurvada, apatia, tremores e diarreia, sendo mais comum em animais que ingeriram alimentos muito gordurosos.

Doenças hepáticas, renais e tumores gastrointestinais

Doenças graves do fígado e dos rins afetam a coagulação e a proteção da mucosa gástrica, favorecendo sangramentos. Já tumores no estômago ou esôfago podem ulcerar e sangrar progressivamente.

Esses quadros tendem a apresentar sintomas mais crônicos, como vômitos frequentes, perda de peso, apetite reduzido e fraqueza gradual.

Como o veterinário investiga a causa do vômito com sangue?

Veterinária realizando exame de saúde em um cachorro na clínica veterinária, com uma técnica tranquilizando o animal durante a consulta.

Identificar a causa da hematêmese exige uma avaliação cuidadosa, já que o vômito com sangue pode ter origens diferentes e níveis variados de gravidade. Entre os principais procedimentos realizados estão:

Avaliação inicial e histórico clínico (anamnese)

Segundo a médica-veterinária Talita Ellen Pastore, a investigação começa com uma anamnese detalhada, ou seja, uma conversa aprofundada com o responsável pelo cão.

Nessa etapa, o veterinário avalia informações como:

  • alimentação recente;

  • acesso a lixo ou substâncias tóxicas;

  • uso de medicamentos;

  • quando os vômitos começaram;

  • com que frequência ocorrem e se há outros sinais associados, como diarreia, apatia ou dor abdominal.

Exames laboratoriais

Após a avaliação inicial, o veterinário pode solicitar exames de sangue, como hemograma, exames bioquímicos, coagulograma e eletrólitos. 

Esses exames ajudam a identificar infecções, alterações na coagulação, anemia, além de problemas no fígado ou nos rins. 

Em alguns casos, também são solicitados testes específicos para doenças do carrapato e parvovirose, especialmente quando se trata de filhotes.

Exames de imagem

Os exames de imagem, como ultrassonografia abdominal ou raio X, são indicados principalmente quando há suspeita de corpo estranho, obstrução intestinal ou massas no trato gastrointestinal. 

Esses exames ajudam a localizar alterações que não aparecem apenas nos exames de sangue.

Endoscopia digestiva (quando indicada)

Em situações específicas, pode ser necessário realizar uma endoscopia digestiva, exame que permite visualizar diretamente o estômago e o esôfago. O procedimento ajuda a identificar úlceras, tumores ou o local exato do sangramento, orientando o tratamento de forma mais precisa.

Quanto mais cedo essa investigação é iniciada, maiores são as chances de controlar o sangramento e garantir a recuperação do animal, principalmente nos quadros considerados moderados ou graves.

Qual é o tratamento indicado para cachorro vomitando sangue? 

O tratamento do cachorro vomitando sangue varia conforme a causa identificada, a gravidade do quadro e o estado clínico do animal no momento do atendimento. Ou seja, não existe um único protocolo que sirva para todos os casos.

Conforme explica a médica-veterinária, o foco inicial do tratamento costuma ser estabilizar o paciente e controlar o sangramento, antes mesmo de tratar a causa específica.

Entre os tratamentos mais indicados para casos de vômito com sangue em cães estão: 

Tratamento de suporte e estabilização

Em muitos casos, especialmente quando há vômitos repetidos ou sinais de desidratação, o veterinário inicia o tratamento com medidas de suporte, que têm como objetivo estabilizar o animal, aliviar os sintomas e evitar complicações.

  • Fluidoterapia, para corrigir desidratação e alterações na circulação.

  • Medicamentos antieméticos, para controlar o vômito.

  • Protetores gástricos, que ajudam a reduzir a irritação e o sangramento da mucosa do estômago.

  • Repouso e monitoramento clínico, principalmente nas primeiras horas.

Tratamento da causa identificada

Após identificar a causa do sangramento, o tratamento passa a ser direcionado especificamente ao problema de base, sempre considerando a gravidade do quadro e a condição clínica do animal.

  • Retirada de corpo estranho, por endoscopia ou cirurgia, quando necessário.

  • Tratamento de intoxicações, com medidas específicas de desintoxicação.

  • Antibioticoterapia, quando há infecções associadas.

  • Tratamento de distúrbios de coagulação, conforme a causa identificada.

  • Cirurgia, em casos de perfurações, obstruções ou tumores.

Cada caso exige uma abordagem individualizada, de acordo com o quadro clínico.

Internação e cuidados intensivos

Cachorro de raça Labrador Retriever recebendo carinho e atenção na clínica veterinária, sendo cuidado pelos veterinários.

Em quadros mais graves — como gastroenterite hemorrágica intensa, intoxicações ou sangramentos volumosos — a internação veterinária pode ser necessária para garantir monitoramento constante e suporte intensivo.

Nesses casos, o animal pode precisar de:

  • Fluidoterapia intravenosa contínua,

  • Monitoramento frequente dos parâmetros clínicos,

  • Transfusão sanguínea, quando há perda significativa de sangue ou anemia grave.

Alimentação após estabilização

Após o controle do vômito e do sangramento, o veterinário pode orientar uma dieta leve e de fácil digestão, introduzida de forma gradual, conforme a recuperação do trato digestivo.

A evolução e o prognóstico dependem diretamente da causa do vômito com sangue e da rapidez no atendimento veterinário. Em muitos casos, o tratamento precoce permite recuperação completa. Já em quadros graves, o risco de sequelas ou risco de vida é maior.

Prevenção e cuidados gerais: como reduzir o risco de vômito com sangue em cães

Nem todos os casos de cachorro vomitando sangue podem ser evitados, mas algumas medidas simples no dia a dia ajudam a reduzir o risco de alterações gastrointestinais e facilitam a identificação precoce de problemas de saúde.

Alimentação adequada e rotina estável

Manter uma alimentação balanceada, adequada à idade, porte e condição de saúde do cão é fundamental. Evite oferecer restos de comida, alimentos gordurosos ou mudanças bruscas na dieta, que podem irritar o trato digestivo e desencadear inflamações.

Evitar acesso a lixo, objetos e substâncias perigosas

Supervisionar o ambiente é essencial para prevenir a ingestão de corpos estranhos, produtos tóxicos, venenos, plantas perigosas e objetos cortantes. Brinquedos devem ser adequados ao tamanho do animal e estar em bom estado.

Uso responsável de medicamentos

Nunca administre medicamentos por conta própria, especialmente anti-inflamatórios e analgésicos. Qualquer tratamento deve ser feito apenas com orientação veterinária, já que alguns remédios podem causar lesões gástricas e sangramentos.

Vacinação e vermifugação em dia

Manter o calendário de vacinação atualizado, especialmente contra a parvovirose, e realizar vermifugação regular ajuda a prevenir doenças que podem causar vômitos intensos e sangramentos intestinais, principalmente em filhotes.

Controle de parasitas e check-ups regulares

O controle de carrapatos e pulgas reduz o risco de doenças que afetam a coagulação do sangue. Além disso, consultas veterinárias periódicas permitem identificar alterações hepáticas, renais ou gastrointestinais antes que evoluam para quadros mais graves.

Atenção a sinais precoces

Mudanças no apetite, episódios frequentes de vômito, apatia, perda de peso ou alterações no comportamento nunca devem ser ignoradas. Quanto mais cedo o problema é identificado, maiores são as chances de tratamento eficaz e recuperação.

O cachorro vomitando sangue é sempre um sinal de alerta e nunca deve ser ignorado, mesmo que o animal pareça bem no momento. 

Em muitos casos, tratar a situação como emergência ou, no mínimo, buscar avaliação veterinária em poucas horas, pode fazer toda a diferença no prognóstico.

Nessa situação, agir com rapidez, informação e orientação profissional é a melhor forma de proteger a saúde e a vida do seu cão. 

Perguntas frequentes sobre cachorro vomitando sangue

Veterinária apaixonada abraçando um cão Border Collie em uma clínica veterinária, demonstrando carinho e cuidado com o pet.

Tossir sangue é diferente de vomitar sangue?

Sim, tossir sangue geralmente está relacionado a problemas respiratórios ou na cavidade oral, como pulmões, traqueia, gengivas ou boca.

Já vomitar sangue (hematêmese) indica sangramento no trato digestivo, como estômago, esôfago ou intestino. Por isso, é importante observar se o sangue vem acompanhado de vômito ou de tosse para relatar corretamente ao veterinário.

Mesmo se o cachorro parecer normal, devo levá-lo ao veterinário se vomitar sangue?

Sim, muitas doenças graves podem ter início silencioso, e o sangue no vômito nunca é normal. Mesmo que o animal pareça bem após o episódio, a avaliação veterinária é fundamental para descartar causas mais sérias.

Devo esperar meu veterinário habitual ou procurar atendimento de emergência?

Em situações como sangue vivo em grande quantidade, presença de coágulos, vômitos repetidos, fraqueza, mucosas pálidas ou diarreia com sangue, a orientação é procurar atendimento de emergência imediatamente, sem aguardar consulta de rotina.

Como transportar o cachorro com segurança até o atendimento?

O ideal é manter o animal calmo e aquecido, reduzindo ao máximo o estresse. Utilize caixa de transporte ou segure o cão de forma firme e segura, evitando movimentos bruscos.

Uma dica é levar toalhas ou papel absorvente, o que pode ajudar a conter novos episódios de vômito durante o trajeto.

Quais condições associadas ao vômito com sangue podem ser fatais?

Algumas condições apresentam alto risco de vida, especialmente sem tratamento rápido, como:

  • Intoxicações, especialmente por anticoagulantes,

  • Úlceras perfuradas,

  • Obstruções intestinais,

  • Parvovirose, principalmente em filhotes,

  • Gastroenterite hemorrágica grave,

  • Distúrbios de coagulação,

  • Insuficiência hepática ou renal avançada.

Se quiser saber mais sobre quadros de vômito em cães, a médica-veterinária Natália Fevereiro respondeu às principais dúvidas em um episódio da TV Cobasi. Dê o play!

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