

Nem toda fruta é segura para cães. Apesar de naturais e consideradas saudáveis, algumas opções podem fazer mal ao cachorro, causando desde desconfortos digestivos até intoxicação alimentar, problemas renais e alterações cardíacas.
Isso acontece porque o organismo canino metaboliza os alimentos de forma diferente do humano.
Os cães têm limitações para processar certos componentes presentes nesses alimentos, o que pode levar ao acúmulo de substâncias no organismo, à sobrecarga de órgãos como fígado e rins e a reações adversas no sistema digestivo.
O abacate, por exemplo, oferece riscos aos cães por dois motivos: contém persina, uma substância potencialmente tóxica. E também possui alto teor de gordura, o que pode sobrecarregar o organismo.
Já outras frutas oferecem perigo por partes específicas, como sementes e caroços, que podem causar tanto intoxicação quanto obstrução intestinal.
Em determinados casos, o risco não está apenas na quantidade ingerida, mas no tipo de alimento e na parte consumida.
Por isso, antes de oferecer qualquer alimento ao seu pet, é fundamental saber se ele é realmente indicado.
Para esclarecer essas dúvidas e evitar a ideia de que toda fruta pode ser oferecida, preparamos este guia com quais frutas o cachorro não pode comer, os principais riscos à saúde e os cuidados necessários para garantir uma alimentação segura para cães.
Uva, abacate, açaí e carambola estão entre as frutas que não devem ser oferecidas ao cachorro, pois oferecem risco real à saúde do animal.
Para facilitar a identificação dos riscos, confira a lista de frutas que o cachorro não pode comer, com explicações sobre quais partes são perigosas, quais substâncias estão envolvidas e quais problemas de saúde podem provocar em cães.

O abacate não é indicado para cães, pois pode causar problemas digestivos e outros efeitos negativos à saúde.
Todas as partes do abacate (casca, caroço, folhas e caule) contêm persina, uma substância que pode provocar vômitos, diarreia e mal-estar quando ingerida em excesso.
Segundo estudos veterinários, a persina também pode afetar tecidos sensíveis do organismo, como o coração e a glândula mamária.
Além disso, mesmo a polpa do abacate representa um risco. O fruto é rico em gordura, o que pode sobrecarregar a digestão do cachorro e aumentar o risco de pancreatite, especialmente quando o consumo é frequente ou ocorre em grandes quantidades.

As uvas não devem ser oferecidas ao cachorro em nenhuma quantidade. Seja a fruta in natura, a uva-passa ou alimentos que contenham uva na composição, o risco é o mesmo.
Mesmo pequenas porções podem causar insuficiência renal aguda, uma condição grave que compromete o funcionamento dos rins e pode colocar a vida do animal em risco. Os cães reagem de forma imprevisível à ingestão de uva, e não existe uma dose considerada segura.
Os primeiros sinais costumam surgir poucas horas após o consumo e incluem vômitos, diarreia, apatia, dor abdominal, fraqueza e desidratação. Em casos mais graves, o quadro pode evoluir para falência renal, exigindo internação e tratamento intensivo.
Diante de qualquer suspeita de ingestão, a orientação é procurar atendimento veterinário imediatamente, pois o tempo de resposta faz diferença no prognóstico.

A carambola é perigosa para cães. A fruta contém substâncias que podem afetar principalmente os rins e o sistema nervoso, mesmo em pequenas quantidades.
O risco é ainda maior em cães que já apresentam doença renal, mas animais saudáveis também podem ser afetados. Em casos mais graves, a ingestão da carambola pode levar à insuficiência renal aguda, exigindo atendimento veterinário imediato.
Por esses motivos, a carambola faz parte da lista de frutas que o cachorro não pode comer, e sua ingestão deve ser evitada.

Não, a casca, caroço, caules e folhas da cereja contêm cianeto, uma substância tóxica que interfere no transporte de oxigênio no organismo.
Quando ingerido, o cianeto pode comprometer o funcionamento de órgãos vitais, como cérebro, coração, fígado e rins.
Os sinais costumam surgir pouco tempo após o consumo e incluem enjoo, vômitos, dificuldade para respirar, tremores, fraqueza e alteração na coloração das gengivas. Em casos mais graves, o quadro pode evoluir rapidamente e se tornar uma emergência.
Mesmo a polpa da cereja não é considerada segura para cães, pois o tamanho do fruto e a presença do caroço aumentam o risco de engasgamento e obstrução das vias respiratórias.

Cachorro não pode comer açaí. O motivo é o mesmo que torna o chocolate perigoso para os pets: a presença de teobromina.
O organismo do cachorro não consegue metabolizar a teobromina de forma eficiente. Com isso, a substância se acumula no corpo do animal, o que pode levar a intoxicação, afetando principalmente o sistema digestivo, o coração e o sistema nervoso.
A teobromina também está presente em alimentos como café e guaraná, que igualmente não devem ser oferecidos aos cães.
Além disso, o açaí costuma ter alto teor de gordura e óleo, o que representa outro risco. O consumo pode sobrecarregar o organismo do cachorro e, a longo prazo, favorecer problemas como obesidade, diabetes e inflamações pancreáticas.
Nem todas as frutas representam risco pelos mesmos motivos. Algumas contêm substâncias naturalmente tóxicas para os cães. Outras causam problemas por fatores como:
Além disso, fatores como quantidade ingerida, porte do animal, frequência de consumo e condições de saúde pré-existentes influenciam diretamente o grau de risco.
Por isso, um alimento pode parecer inofensivo em pequenas porções, mas se tornar perigoso quando oferecido de forma inadequada ou sem os devidos cuidados.
Entender esses critérios ajuda o tutor a diferenciar frutas que exigem apenas moderação daquelas que não devem ser oferecidas em hipótese alguma, reduzindo o risco de intoxicação alimentar e emergências veterinárias.
Além dos riscos específicos de cada fruta, é importante compreender o papel desse tipo de alimento na dieta dos cães.
De acordo com as Diretrizes Nutricionais para Cães, desenvolvidas pelo Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA), as frutas são classificadas como alimentos complementares, e não como base da alimentação.
Isso significa que, apesar de conterem algumas vitaminas, fibras e outros compostos, as frutas apresentam elevado teor de determinadas substâncias e, por sua composição, não são nutricionalmente completas.
Por esse motivo, devem ser oferecidas apenas em combinação com alimentos próprios para cães, como rações completas e balanceadas, nunca como substituição da dieta principal.
Isso reforça que o uso de frutas deve ser feito com critério, respeitando os limites e as particularidades do organismo animal.

Os sintomas de intoxicação por frutas em cães variam de acordo com o tipo de fruta ingerida, a quantidade consumida, o porte do animal e seu estado de saúde.
Reconhecer esses sinais rapidamente é fundamental, pois algumas intoxicações evoluem de forma silenciosa e podem se agravar em pouco tempo, colocando a saúde do cachorro em risco. Entre os sintomas mais comuns estão:
Os sinais digestivos costumam ser os primeiros a aparecer depois que o cachorro ingere uma fruta inadequada. Entre os sintomas mais observados estão:
Mesmo quando esses sinais parecem leves no início, é importante acompanhar de perto. Alterações digestivas podem evoluir rapidamente e indicar um quadro de intoxicação em progressão.
As frutas tóxicas para cães também podem afetar diretamente o sistema nervoso, provocando mudanças no comportamento e na coordenação do animal.
O responsável pelo pet pode perceber apatia ou agitação fora do normal, dificuldade para se orientar no ambiente, andar cambaleante, tremores musculares ou até convulsões.
Em alguns casos, o desconforto é visível no comportamento: o cachorro pode permanecer encolhido, demonstrar inquietação ou ter dificuldade para se deitar.
Esses sinais costumam surgir de forma mais abrupta e indicam que a intoxicação está atingindo o organismo de maneira mais profunda.
Diante desse cenário, a avaliação veterinária deve ser imediata, especialmente se os sintomas se intensificarem com o passar das horas.
Em intoxicações mais graves, especialmente após a ingestão de frutas como uva ou carambola, podem surgir alterações que afetam o organismo como um todo, com destaque para o funcionamento dos rins.
Entre os sinais de alerta estão mudanças na quantidade de urina, desidratação, fraqueza intensa, prostração e alterações na frequência cardíaca.
São sintomas que indicam que o corpo do cachorro está sendo sobrecarregado e podem evoluir para insuficiência renal, uma condição grave que exige atendimento veterinário urgente.
Se houver suspeita ou confirmação de que o cachorro ingeriu uma fruta proibida, agir rapidamente faz toda a diferença. Mesmo que o animal ainda não apresente sintomas, o atendimento precoce aumenta significativamente as chances de um bom desfecho.
A primeira orientação é retirar qualquer resto do alimento do alcance do cão, evitando uma nova ingestão. Caso ainda haja pedaços na boca, tente removê-los com cuidado, sem forçar ou causar estresse ao animal.
Em seguida, entre em contato com um médico-veterinário ou serviço de emergência o quanto antes. Para que o atendimento seja mais rápido e eficaz, algumas informações ajudam muito na avaliação inicial. Sempre que possível, informe:
Esses dados permitem que o veterinário estime o nível de risco, avalie a necessidade de intervenções imediatas e defina a conduta mais adequada para cada situação.
Para entender melhor os sinais de intoxicação e as condutas de emergência, confira também este conteúdo especial do Blog da Cobasi.

Algumas frutas podem ser oferecidas ao cachorro como petisco ocasional, desde que estejam maduras, bem higienizadas e sem cascas, sementes ou caroços. Entre as opções mais comuns estão:
Saiba mais sobre quais frutas são indicadas para cachorro e como oferecê-las com segurança.
Quando bem escolhidas, algumas frutas podem contribuir com fibras, vitaminas e água, ajudando na digestão, na hidratação e no fortalecimento do sistema imunológico.
Banana e mamão, por exemplo, costumam auxiliar o funcionamento do intestino, enquanto a melancia ajuda a manter o pet hidratado.
Apesar desses benefícios, a quantidade precisa ser controlada. O consumo excessivo pode causar desconforto digestivo, como gases ou diarreia.
Não, apesar de fornecerem fibras, antioxidantes e alguns nutrientes importantes, as frutas têm um papel apenas complementar na alimentação dos cães.
São alimentos que podem ajudar em funções pontuais, como digestão e hidratação, mas não substituem uma ração completa e balanceada.
Por isso, mesmo frutas consideradas seguras devem ser oferecidas apenas como agrado ocasional, e nunca como base da alimentação do cachorro.
As frutas devem ser oferecidas apenas como um agrado ocasional, e não como parte fixa da alimentação. Em geral, uma ou duas vezes por semana já é suficiente.
De modo geral, as frutas podem ser oferecidas em dias mais quentes, como reforço positivo durante o adestramento ou como complemento alimentar, sempre com orientação veterinária. Não devem substituir a ração nem entrar na rotina diária do animal.
Para evitar riscos, o ideal é oferecer frutas frescas, bem lavadas e cortadas em pedaços pequenos. Cascas, sementes e caroços devem ser retirados, pois podem causar engasgamento ou conter substâncias prejudiciais.
Depois da primeira oferta, vale observar o comportamento do cachorro para identificar qualquer sinal de desconforto.
Pode, desde que com alguns cuidados. O suco deve ser preparado apenas com a fruta e água, sem adição de açúcar, adoçantes ou ingredientes artificiais.
Além disso, deve ser oferecido como um agrado ocasional, inclusive congelado, mas nunca deve substituir a água fresca nem a ração, que continuam sendo essenciais.
Nem todo cachorro pode consumir frutas com segurança. Qualquer adição de alimento à dieta do cão deve ser avaliada por um médico-veterinário, já que alguns animais precisam de cuidados específicos.
Cães com diabetes, sobrepeso, problemas renais ou digestivos, além de filhotes e idosos, podem ter restrições e não tolerar bem esse tipo de alimento.
Por isso, antes de incluir frutas na alimentação do cachorro, o mais seguro é sempre conversar com um veterinário e seguir a orientação adequada para o perfil do seu pet.
As frutas não substituem petiscos formulados para cães nem a ração, que deve ser sempre a base da dieta.
Sim, o cachorro pode comer maçã, desde que seja oferecida da forma correta. A fruta é nutritiva e pode ser usada como petisco ocasional. Para oferecer com segurança, é importante:
Sim, a melancia pode ser oferecida ao cachorro como um agrado ocasional, especialmente em dias mais quentes. Por ser composta majoritariamente por água, a fruta ajuda na hidratação do pet.
Além disso, fornece potássio, fibras e vitaminas A, B e C, que colaboram para a saúde do sistema digestivo e para a manutenção dos ossos.
Antes de oferecer, retire sempre a casca e as sementes, que podem causar desconforto digestivo ou engasgamento. Assim como outras frutas, a melancia deve ser servida em pequenas quantidades.

O conteúdo sobre frutas que cachorro não pode comer te ajudou? No Blog da Cobasi, você encontra conteúdos completos e confiáveis sobre alimentação canina, com cuidados nutricionais, saúde e bem-estar em todas as fases da vida.
Continue a visita e tire suas dúvidas para oferecer uma rotina mais segura, equilibrada e saudável para o seu pet. Até a próxima!
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Sou jornalista desde 2016 e vivo cercado pelos meus pets! Sou pai do Zé e do Tobby, um Shih Tzu e um Vira-lata, da Mary, uma gatinha branca, e do Louro, um papagaio (claro!). Escrevo para Cobasi ajudando outros tutores a cuidar dos seus pets.
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