Tipos de feridas em cachorro: como identificar, tratar e quando se preocupar

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Por Cobasi   Tempo de leitura: 33 minutos

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Cachorro com a pata machucada usando colar elizabetano
Fonte: Envato

Os machucados e feridas em cachorro fazem parte da rotina clínica veterinária e estão entre os atendimentos mais frequentes em cães de todas as idades. (TILLMAN et al.,2015).

As lesões, geralmente localizadas na pele dos animais, podem surgir por diversos motivos, como atropelamentos, brigas, queimaduras, parasitas e até casos de maus-tratos.

E embora possam parecer pequenas à primeira vista, as feridas caninas costumam ser perigosas — colocando, inclusive, a vida dos animais em risco!

Afinal, a pele é o maior órgão dos cachorros, e possui funções essenciais para o seu corpo, protegendo o pet contra a entrada de microorganismo e a ação de certas toxinas. 

Por isso, quando o tecido cutâneo canino se rompe, os animais passam a ficar expostos a inflamações e infecções locais ou sistêmicas graves.

Além disso, muitos ferimentos causam inchaço, alopecia, sangramento e quadros de dor intensa em cães, comprometendo o bem-estar geral dos animais em diversas esferas.

Neste artigo, você vai entender quais são os principais tipos de feridas em cachorro, como identificá-las e em quais situações a avaliação veterinária imediata é indispensável.

Notou feridinhas na barriga do cachorro, machucados no pescoço, cabeça ou patas do seu animal? Então continue a leitura e descubra como agir rápido!

O que são feridas em cachorro?

De acordo com Lopes (2016), as feridas são descontinuidades anatômicas ou celulares que comprometem as funções da pele dos animais.

Na prática, isso inclui qualquer machucado que rompa a pele do animal, seja uma contusão por trauma acidental ou uma ferida cirúrgica em cachorro.

Logo, as lesões dermatológicas em cães podem variar de cortes superficiais e arranhões leves até lacerações extensas, perfurações profundas e fraturas expostas.

Por que as feridas de pele merecem atenção?

Machucados pequenos, como feridas nas patas do cachorro ou crostas na região do lombo, podem esconder perigos maiores do que os responsáveis imaginam.

Na literatura veterinária, esse fenômeno é chamado de “efeito iceberg” — utilizado nos casos em que lesões externas aparentemente simples escondem grandes lacerações internas. (PAVLETIC, 2010; RABELO, 2012; WATANABE, 2010)

Para piorar, a veterinária Stefanie Poblete, entrevistada pela revista Cães e Gatos, explica que cada ferida responde de forma diferente ao tratamento, o que exige atenção constante.

Isso porque os machucados funcionam como uma porta de entrada para bactérias, vírus e fungos — e quando o cuidado é inadequado ou tardio, uma lesão simples pode evoluir para quadros complexos e até fatais.

Quais complicações podem surgir a partir de uma ferida?

  • Infecção local: vermelhidão, inchaço, dor, pus ou mau cheiro indicam contaminação e dificultam a cicatrização adequada.
  • Atraso ou falha na cicatrização: feridas infectadas ou mal cuidadas podem não fechar mesmo após vários dias de tratamento.
  • Dor persistente e queda do bem-estar: lesões dolorosas alteram o comportamento, o apetite e a disposição do animal.
  • Infecção sistêmica: em quadros graves, bactérias podem atingir a corrente sanguínea, causando a falência de múltiplos órgãos do animal e o levando a óbito.

Por isso, mesmo um cachorro com feridinhas aparentemente simples pode estar exposto a riscos maiores e deve ser avaliado com atenção.

Como a pele dos cães funciona?

Para entender por que as feridas podem evoluir tão rápido e seus riscos associados, é importante saber como a pele do cachorro funciona.

A pele é simplesmente o maior órgão do corpo do cão, representando cerca de 16% do peso corporal do animal, e sua principal função é a proteção — seja ela física ou química.

Além disso, como acontece com os humanos, o tecido cutâneo é o responsável pela percepção dos estímulos sensoriais, como o calor, a dor e o tato. (REESE; BUDRAS, 2016).

Em geral, a pele dos cães é formada por três camadas principais, que atuam de forma integrada nesta tarefa. São elas:

Epiderme

É a camada mais externa e funciona como a primeira linha de defesa. Atua na renovação celular e na impermeabilização da pele, evitando desidratação e contaminações.

Derme

Fica logo abaixo da epiderme e fornece sustentação, elasticidade e nutrição. Nela, estão os folículos pilosos, glândulas sebáceas e estruturas vasculares importantes.

Hipoderme

É a camada mais profunda, composta por tecido conjuntivo e gordura. Atua como isolante térmico, reserva energética e proteção contra impactos.

Imagem ilustrativa das camadas da pele, destacando epiderme, derme e hipoderme.
Fonte: Portal toda matéria

Como as feridas em cachorro são classificadas?

Como explicamos, as feridas em cães não são todas iguais, e por isso, os especialistas costumam seguir certos parâmetros para a avaliação correta de cada uma delas.

De acordo com Pavletic (2018) e Williams & Moore (2013), os três principais critérios para a classificação são o tipo de ferida (aberta ou fechada), o grau e a duração de contaminação.

Além deles, na prática clínica, são analisados fatores como profundidade das lesões — uma vez que, quanto mais fundo, maiores os riscos de infecção — e intenção dos ferimentos:

  • primeira intenção: as bordas das feridas são aproximadas com pontos (suturas);
  • segunda intenção: a perda cutânea não permite a aproximação das bordas;
  • terceira intenção: feridas tratadas para diminuírem e depois serem suturadas.

Feridas abertas ou fechadas

As feridas fechadas em cães ocorrem quando a pele dos animais permanece íntegra, mas tecidos internos são lesionados — caso das contusões, fraturas e hematomas. 

Apesar da aparência externa preservada, essas lesões podem evoluir para necrose e se transformar em feridas abertas se não forem tratadas da maneira correta.

Além disso, podem esconder machucados dolorosos, como patas quebradas, causando dor ao caminhar e um comprometimento geral do estado de saúde do pet.

Já as feridas abertas em cachorros são aquelas que envolvem a ruptura da pele propriamente dita, seja por cortes, lacerações, perfurações, abrasões e avulsões.

Esse tipo de lesão apresenta maior risco de infecção, pois o tecido fica exposto ao ambiente externo, exigindo um olhar atento e cuidados médicos rápidos.

Grau de contaminação

O nível de contaminação de cada lesão na pele do cachorro também é um fator de classificação importante, e indica a quantidade de microrganismos presentes no local.

Nesse eixo, podemos pensar em 4 categorias principais: feridas limpas, limpo-contaminadas, contaminadas e sujas e infectadas, como explicamos abaixo:

ClassificaçãoOrigem
Ferida limpaFerida operatória realizada com condições assépticas.
Ferida não traumática.
Ferida limpo-contaminadaFeridas limpas com “pouca” quebra da assepsia cirúrgica;

Ferida operatória que foi aberto trato respiratório, digestório e geniturinário;

Feridas com menos de 6 horas.
Ferida contaminadaFeridas abertas de origem traumática.
Feridas abertas por incisão em áreas de inflamação não purulenta.
Feridas abertas que contém pelo ou poeira;
Feridas de 6 a 12 horas.
Ferida suja e infectadaFeridas abertas de traumáticas antigas.
Feridas por mordedura ou arranhão.
Feridas com contaminação de pus.
Feridas com perfuração de vísceras
Feridas com mais de 12 horas.
Fonte: Classificação das feridas adaptado de Pavelic (2010)

Como você viu, as feridas traumáticas em cachorro por mordedura ou arranhão são sempre consideradas infectadas, mesmo quando parecem pequenas.

Por outro lado, é raro encontrar um caso de ferida cirúrgica infectada em cães, já que os procedimentos costumam ser feitos com cuidados adequados.

Tempo de exposição

Em geral, o tempo entre a ocorrência de um machucado aberto em cachorro e seu primeiro atendimento é decisivo para a evolução clínica do ferimento.

As primeiras 4–6 horas após o acidente são chamadas de período áureo, quando o risco de infecção é mínimo e a ferida é considerada limpa. (DERNELL, 2006; HEDLUND, 2007)

Depois, as lesões abertas passam a ser classificadas em três classes diferentes, enumeradas de 1 a 3:

  • Classe 1 | até 6 horas: ferida recente, com baixo risco de infecção.
  • Classe 2 | entre 6 e 12 horas: risco intermediário de contaminação.
  • Classe 3 | mais de 12 horas: alto risco de infecção e complicações.

Classificação quanto à profundidade

Outro critério informal adotado por alguns veterinários é o nível de profundidade das lesões, que influencia diretamente na gravidade e no tratamento do quadro.

As feridas superficiais em cães geralmente atingem apenas a epiderme, a camada exterior da pele, e tendem a cicatrizar mais rápido.

Quanto mais profunda for a lesão, maior o risco de dor intensa, infecção e necessidade de intervenção veterinária.

Por isso, as feridas profundas em cães, que costumam alcançam camadas mais internas, incluindo a derme, a hipoderme, os músculos ou as articulações, são muito preocupantes.

Quais tipos de feridas abertas o cachorro pode apresentar?

Veterinários realizando procedimento de emergência em um cachorro deitado no chão, com um profissional usando luvas azuis e uma seringa.
Fonte: Envato

Williams & Moore (2013) e Pavletic (2018), destacam 5 tipos principais de feridas abertas em cachorros. São elas:

1.  Ferimento por avulsão

A avulsão ocorre quando há separação brusca da pele e de seus anexos, geralmente causada por traumas intensos. (SIMAS, 2010)

É comum em casos de mordida entre cães, atropelamentos ou acidentes graves, resultando em feridas extensas e com grande perda de tecido.

2. Machucados por incisões, cortes e lacerações

As incisões são cortes de bordas regulares, causados por objetos cortantes ou procedimentos cirúrgicos.

Já as lacerações apresentam bordas irregulares, maior destruição tecidual e sangramento intenso, com risco de infecção elevado.

3. Ferida por queimadura

As queimaduras são lesões traumáticas causadas por calor, frio extremo, eletricidade, agentes químicos ou radiação.

Podem variar desde quadros leves, com sintomas como pele avermelhada em cachorro, até lesões profundas, sendo classificadas pelo nível de profundidade dos ferimentos:

  • Queimadura de 1º grau: área fica espessa e com descamação, mas os danos se restringe só à região da epiderme.
  • Queimadura de 2º grau: maior dano à epiderme e porções variáveis da derme.
  • Queimadura de 3º grau: há envolvimento de toda a espessura cutânea.
  • Queimadura de 4º grau: lesionam tecidos profundos, como o muscular e o ósseo.

4. Punção ou perfuração 

As perfurações são causadas por objetos pontiagudos, projéteis ou dentes, sendo frequentes em brigas caninas.

Externamente, podem parecer pequenas, semelhantes a um arranhão em cachorro, mas internamente provocam danos extensos — o chamado efeito iceberg.

5. Abrasão na pele canina

A abrasão ocorre pela fricção da pele contra superfícies ásperas, levando à perda da epiderme e, em alguns casos, de partes da derme.

Quais são as principais causas de feridas na pele do cachorro?

Cão com cicatriz visível na parte superior do corpo, posicionado sobre piso de ladrilhos, indicando recente cirurgia ou recuperação.
Fonte: Envato

As feridas na pele dos cães podem ter origens muito diferentes — e identificar a causa por trás da erupção é essencial para evitar recorrência, infecções e falhas na cicatrização.

Segundo a veterinária Renata Regadas, entrevistada pelo portal Vida de Bicho, doenças alérgicas, endócrinas, parasitárias e fatores ambientais estão entre os motivos principais.

A seguir, listamos as causas mais comuns envolvidas nos ferimentos.

1. Brigas e mordidas de outros animais

As mordidas são uma das causas mais frequentes e graves de feridas na pele de animais, principalmente entre aqueles com acesso à rua.

Afinal, embora externamente a lesão possa parecer pequena, os dentes inoculam bactérias profundamente, favorecendo a formação de abscesso em cachorro dias depois do trauma.

Esse tipo de ferida é sempre considerado infectado e exige avaliação veterinária criteriosa, pois o risco de infecção profunda é alto. Então, nunca subestime o quadro!

2. Traumas e acidentes

Acidentes de trânsito, quedas, armas de fogo e objetos perfurantes também estão associados às feridas extensas e profundas.

Nestes casos, as lesões costumam causar sangramento intenso, destruição de tecidos e dor significativa, podendo evoluir rapidamente para infecções generalizadas.

Além da pele, músculos, articulações e até órgãos internos podem ser afetados, tornando o atendimento emergencial indispensável.

Felizmente, com os cuidados adequados, cerca de 88% dos animais atropelados sobrevivem aos acidentes. (SIMPSON et al. 2009) 

3. Alergias e dermatites

A ferida por dermatite alérgica surge por conta da coceira intensa desencadeada por uma reação exagerada do organismo do cão, que leva o pet a se morder, lamber ou arranhar.

Em geral, os machucados costumam ser circulares e acompanham sintomas extras, como vermelhidão, formação de crostas e alopécia localizada.

Em entrevista ao portal Vida de Bicho, a veterinária Aline Gaino explica que algumas raças de cachorro apresentam maior predisposição às feridas por coceira ou alergia:

“As alterações cutâneas causadas pelas alergias são mais recorrentes em algumas raças com maior predisposição, como Lhasa Apso, Pug, Yorkshire, Bull Terrier, Bulldog Inglês e Francês e Golden Retriever”, orienta a profissional.

4. Dermatite psicogênica por lambedura excessiva

A ferida por lambedura excessiva, também conhecida como lesão por lambedura (granuloma de lambedura), acontece quando o cão lambe partes do corpo excessivamente.

O comportamento impede a cicatrização da pele, mantém o tecido constantemente úmido e favorece infecções bacterianas secundárias.

Por isso, o quadro geralmente está associado a lesões firmes, com formato oval, pruído intenso e perda de pelo localizada.

Para os pesquisadores, a dermatite por lambedura está ligada a distúrbios psicogênicos induzidos por conta do estresse, solidão e ansiedade canina. (SCOTT et al., 1996).

5. Infecções de pele

A ferida causada por fungos ou bactérias geralmente apresenta sinais claros de infecção, como pus, mau cheiro e inflamação local.

Em alguns casos, a lesão começa discreta, como uma ferida tipo espinha em cachorro, e em pouco tempo se torna um abscesso doloroso, colocando a vida do pet em risco.

Algumas doenças que se encaixam nessa categoria são a piodermite, infecção bacteriana de pele, e a dermatofitose, infecção causada por certos tipos de fungos.

6. Feridas causadas por carrapatos ou pulga 

Pulgas e carrapatos, insetos conhecidos como ectoparasitas, estão entre os principais desencadeadores de machucadinhos na pele do cachorro.

Conhecida como dermatite alérgica por picadas de pulga (DAPP), as feridas relacionadas surgem por uma reação de sensibilidade à saliva do agente.

Isso faz com que os cães se cocem mais do que o normal quando entram em contato com o líquido, gerando inquietação, feridas avermelhadas e alopecia.

Além das lesões, as picadas de inseto em cachorro podem transmitir doenças graves, como a erliquiose e a babesiose canina.

7. Úlceras de pressão

Segundo a Vetericyn Animal Welness, as úlceras de pressão são mais comuns em cães idosos, obesos, debilitados ou que permanecem deitados por longos períodos.

Também conhecidas como escaras, as úlceras de pele em cachorro surgem por conta da interrupção do fluxo sanguíneo devido à pressão prolongada contra superfícies duras.

Os machucados aparecem principalmente na região dos cotovelos e quadris dos animais, e costumam evoluir de lesões fechadas arroxeadas para ferimentos abertos com odor fétido.

8. Queimaduras térmicas, químicas e elétricas

As queimaduras estão entre as causas mais graves de lesões cutâneas em cães, já que podem ser extensas e aumentam os riscos de infecções secundárias fatais.

Os acidentes geralmente envolvem situações do cotidiano do pet, como contato com líquidos quentes, produtos de limpeza e equipamentos elétricos.

Segundo o American Kennel Club, os sintomas de queimaduras em cachorros envolvem lesões avermelhadas, presença de bolhas e cicatrização lenta.

9. Maus-tratos e negligência

Feridas na pele do cachorro também podem ser resultado direto da crueldade animal e da falta de cuidados básicos associados a uma adoção responsável.

A agressão física provoca lesões como perfurações e lacerações, muitas vezes repetidas e em diferentes estágios de cicatrização, o que acende um alerta clínico importante.

Já a negligência ocorre quando o animal vive em ambientes insalubres, sem higiene, alimentação ou acompanhamento veterinário, favorecendo feridas e infecções persistentes.

Vale lembrar que, no Brasil, maltratar animais é crime, e a Lei n.º 9.605/1998 prevê sanções penais e administrativas para quem pratica esse tipo de ato.

Quando os crimes envolvem cães e gatos, a punição pode envolver pena de reclusão de dois a cinco anos, segundo a Lei n.º 14.064/2020.

10. Doenças infecciosas

Algumas feridas na pele do cachorro são sinais de doenças infecciosas graves, nas quais a lesão cutânea representa apenas parte de um problema clínico muito maior.

Entre elas, a leishmaniose canina merece destaque por ser uma zoonose sistêmica, potencialmente fatal e presente em diversas regiões do Brasil.

A doença pode causar lesões ulceradas, crostas, descamação intensa e espessamento da pele, sobretudo no focinho, orelhas e outras extremidades dos cães.

Em muitos casos, as feridas formam uma casca escura, evoluem lentamente e não cicatrizam, sendo confundidas com machucados ou dermatites comuns.

11. Neoplasias de pele

De acordo com um estudo da UNESP, alguns tumores de pele em cães se manifestam como feridas que não cicatrizam, sangram e aumentam com o passar do tempo.

Neste caso, as alterações dermatológicas podem parecer pequenas bolinhas firmes ou moles, verrugas avermelhadas ou manchas escuras.

Causas, características, gravidade e localização das principais feridas em cachorro

Com tantas causas possíveis, nem sempre é fácil entender por que um cachorro está com feridas na pele ou o tipo de problema por trás do machucado.

A tabela abaixo pode dar pistas importantes sobre a origem da lesão, mostrando onde ela costuma aparecer, quais sinais acompanham o quadro e quando a situação é grave.

Use essas informações como orientação inicial — mas lembre-se que elas não substituem a avaliação de um veterinário.

CausaLocal mais comumSinais característicosGravidade
Brigas e mordidas de outros animaisPescoço, cabeça e membrosOrifícios pequenos, inchaço, dor intensa, pus e abscesso Alta
Traumas e acidentesMembros, tórax e abdômenFeridas profundas, sangramento intenso, dor acentuada e possível fraturaAlta
Alergias de pele e dermatitesAbdômen, axilas, patas e orelhasCoceira intensa, vermelhidão, crostas e alopeciaMédia
Lambedura excessivaPrincipalmente patasLesão oval, úmida, espessada e de difícil cicatrizaçãoMédia
Infecções bacterianas e fúngicasQualquer região do corpoPus, mau cheiro, inflamação e ferida que não cicatrizaAlta
Parasitas (pulgas e carrapatos)Dorso, pescoço e base da caudaCoceira persistente, feridas avermelhadas e perda de peloMédia
Úlceras de pressãoCotovelos e quadrisEspessamento da pele, escurecimento e feridas abertas com odorMédia
Queimaduras térmicas, químicas ou elétricasLocal de contato com o agenteVermelhidão, bolhas, necrose e dor intensaAlta
Maus-tratos e negligênciaMúltiplas regiõesFeridas repetidas e infecções recorrentes Alta
Doenças infecciosas graves (leishmaniose)Múltiplas regiõesLesões ulceradas, crostas persistentes e feridas crônicasAlta
Neoplasias cutâneasMúltiplas regiõesFeridas que sangram, não cicatrizam ou crescem progressivamenteAlta

Como o veterinário descobre o tipo de ferida do cachorro?

Cachorro com colar elizabetano sendo atendido em uma clínica, ao lado de um veterinário segurando uma radiografia.
Fonte: Envato

Somente um médico-veterinário pode identificar com precisão o tipo de ferida apresentado por um cachorro — e a avaliação vai muito além da observação do machucado.

Em geral, para fechar um diagnóstico, os profissionais costumam considerar o histórico do animal, seus sinais associados e, quando necessário, exames complementares.

Anamnese (histórico do pet)

O primeiro passo para a identificação da lesão é entender o histórico do animal ferido, incluindo mudanças de comportamento, acesso à rua e doenças pre-existentes.

Por isso, esteja preparado para repassar o máximo de informações possíveis ao médico-veterinário, incluindo:

  • quando a ferida surgiu;
  • existência de outros sintomas associados;
  • se o pet teve contato direto com outros animais;
  • histórico de condições de saúde.

A análise desses pontos ajuda o profissional a diferenciar feridas traumáticas, infecciosas, alérgicas ou associadas a doenças sistêmicas.

Aparência das lesões

Durante a avaliação física, é normal que o veterinário observe a localização, o tamanho, a profundidade e o aspecto das feridas nos cães.

A presença de pus, crostas, tecido necrosado ou mau cheiro na ferida são dicas importantes para determinar a origem e o estado de cada quadro.

Avaliação de sintomas associados

As feridas em cães raramente aparecem sozinhas, e por isso, o profissional investiga outros sinais associado, como inchaço ou dor local, lambedura intensa e sensibilidade ao toque.

Em quadros mais graves, podem surgir febre e apatia por infecção — indicativo de casos mais graves.

Outro achado relevante é o linfonodo inchado próximo à ferida, que pode ser um sinal de resposta inflamatória ou infecciosa ativa.

Exames complementares

Quando mesmo assim a causa por trás da lesão não é evidente ou a cicatrização não acontece, exames complementares ajudam o veterinário a chegar a um diagnóstico preciso.

Para isso, o profissional pode solicitar:

  • citologia e raspado de pele: identificam bactérias, fungos e parasitas;
  • cultura bacteriana: localiza as causas de infecções recorrentes ou resistentes;
  • exames de sangue: avaliam o estado geral do cão;
  • biópsia: confirma suspeitas de neoplasias;
  • exames de imagem: identificam fraturas ou lesões internas associadas.

Qual é o tratamento para feridas em cachorro?

Veterinário realizando procedimento cirúrgico em cachorro deitado em mesa de atendimento, com equipamentos cirúrgicos e luvas de proteção.
Fonte: Envato

O tratamento das feridas começa antes do manejo dermatológico propriamente dito. 

Primeiro, o veterinário avalia o estado geral do cão e realiza um exame físico completo para identificar riscos imediatos à vida.

Em casos de trauma, como mordeduras ou queimaduras, a prioridade é estabilizar o paciente, avaliando a respiração, a circulação e a capacidade neurológica do pet.

Durante essa fase inicial, a ferida deve ser protegida com uma compressa estéril para reduzir contaminações. (DERNELL, 2006; FÉLIX, 2010; HOLOWAYCHUK, 2011).

A analgesia também é essencial e deve ocorrer antes de qualquer manipulação dolorosa, assim como a sedação segura, em quadros graves.

Após a estabilização, inicia-se o manejo da ferida — e a própria inspeção pode orientar o plano terapêutico inicial.

1. Higienização e aplicação de antisséptico para ferida em cachorro

O primeiro passo para o tratamento correto das feridas em cães é lavar a região com produtos antissépticos de baixa citotoxicidade.

Segundo Bell (2021), as soluções mais utilizados nestes caso são: 

  • clorexidina em concentração baixa, sendo o ideal 0,05%;
  • iodo 0,1%, em certos casos; 
  • solução salina em média pressão.

A higienização inicial remove detritos, microrganismos e exsudatos, reduzindo a carga bacteriana e preparando o tecido para a cicatrização correta. (SWAIN, 1997)

2. Desbridamento

O desbridamento é a próxima etapa, e é caracterizado pela remoção do tecido necrosado, corpos estranhos e microrganismos que atrasam a cicatrização e comprometem a defesa local da ferida. (FORD; MAZZAFERRO, 2013)

Na prática veterinária, diferentes técnicas podem ser utilizadas nessa fase, de acordo com o tipo, a profundidade e o estado da lesão, incluindo:

  • Desbridamento cirúrgico: permite a remoção precisa de tecidos necrosados e desvitalizados. Pode ser feito em camadas ou em bloco, quando não há distinção clara entre tecido viável e inviável. (HENGEL et al., 2013)
  • Desbridamento mecânico: técnica não seletiva e dolorosa, realizada com curativos aderentes. Remove tecido necrosado, mas também pode lesar tecido de granulação e atrasar a cicatrização. (FOSSUM, 2015)
  • Desbridamento químico: utiliza soluções químicas, como o Soluto de Dakin, para reduzir a carga bacteriana e remover tecido inviável. Seu uso é limitado, pois também pode eliminar células saudáveis do animal. (ANSARI, 2014)
  • Desbridamento autolítico: método indolor que estimula o próprio organismo a remover tecidos desvitalizados. Emprega géis e curativos que mantêm a ferida úmida e favorecem o processo natural de cicatrização. (PAVLETIC, 2010)
  • Desbridamento enzimático: utiliza enzimas proteolíticas, como colagenases, que degradam seletivamente tecido necrosado e crostas, preservando o tecido vivo e favorecendo a formação de novo tecido de granulação. (KOVALYOVA et al., 2021)

Uso de antibióticos

O uso de antibióticos para feridas em cachorros pode ser indicado tanto para a prevenção quanto para o controle de infecções associadas aos ferimentos. 

No entanto, esse grupo de medicamentos não substitui as etapas anteriores e nunca deve ser utilizado sem orientação veterinária!

Dependendo do tipo e extensão da ferida, os profissionais podem usar antibióticos e antimicrobianos tópicos, como pomadas e cremes, ou sistêmicos, como comprimidos.

Antibióticos tópicos

Os antibióticos tópicos atuam como terapia complementar, com o objetivo de reduzir a carga bacteriana local sem interferir no processo de cicatrização da lesão. 

Para isso, os profissionais costumam preferir fórmulas de amplo espectro e baixa toxicidade tecidual, como gentamicina, sulfadiazina de prata e nitrofurazona. (FOSSUM, 2014)

Antibióticos sistêmicos

Já os antibióticos sistêmicos são reservados para situações mais graves, quando as feridas apresentam infecção profunda ou sinais generalizados. (WILLIAMS & MOORES, 2009)

Sempre que possível, a escolha do medicamento deve ser guiada pelos resultados de cultura e antibiograma, mas a terapia pode começar com um fármaco de amplo espectro.

Segundo Hedlund (2007), ampicilinas, tetraciclinas, penicilinas, neomicinas, cefalosporinas, carbencilinas, canamicina e bacitracina trazem bons resultados nesse contexto.

Ainda assim, o uso de antibióticos deve ser feito apenas sob orientação veterinária, evitando falhas terapêuticas e resistência bacteriana.

Bandagens e curativos

A aplicação de curativos para feridas em cães é parte central do tratamento, já que eles protegem a lesão, controlam as secreções e criam um ambiente favorável à cicatrização.

Além disso, as bandagens ajudam a manter medicamentos tópicos no local, evitam novos traumas e reduzem o risco de contaminação externa. (CAMPBELL, 2006; FOSSUM, 2014; PAVLETIC, 2018)

Na prática veterinária, os curativos geralmente são formadas por três camadas, cada uma com função específica no manejo da ferida, como explicamos na tabela:

Camada da bandagemFunção principalCaracterísticas e indicaçõesPrincipais produtos / materiais
Camada primáriaContato direto com a feridaProtege o leito da lesão, absorve secreções e serve de suporte para medicamentos tópicos. 
Pode ser aderente ou não aderente, conforme a fase da cicatrização.
Curativos hidrocoloides, hidrogel e alginato de cálcio.
Camada secundáriaAbsorção e acolchoamentoAbsorve exsudatos, reduz edema e protege contra impactos. A espessura varia conforme a quantidade de secreção da ferida.Algodão hidrófilo, compressas absorventes, espumas.
Camada terciáriaFixação e proteção externaMantém o curativo no lugar, promove leve compressão e protege contra sujeira e traumas externos.Ataduras de algodão, faixas elásticas, fita adesiva cirúrgica.

Oclusão da ferida

A decisão de fechar ou não uma ferida com sutura depende da extensão, localização, tempo da lesão e o seu grau de contaminação. (ARIAS & PEREIRA, 2002; FOSSUM, 2014)

Em geral, a prática é realizada em machucados abertos, permitindo o fechamento acelerado e reduzindo o tempo de cicatrização do ferimento. 

Quando indicada, a ferida com pontos é suturada em 4 momentos diferentes: 

  1. fechamento primário: logo após o trauma, em feridas recentes, limpas ou minimamente contaminadas, após lavagem e desbridamento adequados.
  1. fechamento primário atrasado: após alguns dias de curativos, quando a ferida é reavaliada e a contaminação está controlada.
  1. fechamento secundário: quando há infecção persistente, muito exsudato ou tecido inviável, exigindo preparo prévio do leito da ferida.
  1. fechamento por segunda intenção: quando não é possível aproximar as bordas, exigindo mais tempo e acompanhamento rigoroso.

Terapias complementares

Além do tratamento convencional, algumas terapias complementares podem auxiliar na cicatrização das feridas com cães, quando ministradas como suporte veterinário.

A acupuntura, da Medicina Tradicional Chinesa, por exemplo, ajuda no controle da dor, reduz inflamação, melhora a circulação local e estimula a reparação tecidual. (BEHEREGARAY et al., 2009; HANKS &SPODNICK, 2005)

Técnicas associadas, como moxabustão e eletroacupuntura, potencializam a resposta inflamatória saudável e aceleram a limpeza e regeneração do tecido lesionado.

Além delas, a terapia a laser apresenta efeito analgésico e anti-inflamatório, além de estimular fibroblastos, colágeno e formação de tecido de granulação. (NASCIMENTO et al., 2006; SILVERIO, 2013)

Já a ozonioterapia tem ação bactericida e fungicida, melhora a oxigenação local e contribui para a organização do colágeno na pele.

Como tratar feridas na pele do cachorro em casa?

Cão fofo recebendo cuidados veterinários após uma lesão na pata.
Fonte: Envato

Algumas feridas leves podem receber cuidados iniciais em casa. Ainda assim, observar a evolução é essencial para saber quando é hora de levar o cachorro ao veterinário.

Segundo os especialistas da PetMD, alguns passos fundamentais para o tratamento de machucados em casa são:

1. Avaliar a gravidade da lesão

Arranhões e cortes superficiais podem ser limpos em casa. Feridas profundas, abertas ou com sangramento intenso exigem atendimento veterinário imediato.

2. Proteger as mãos

    Use luvas descartáveis para evitar contaminação da ferida e proteger o animal de microrganismos presentes na pele humana.

    3. Aparar os pelos ao redor

      Cortar os pelos facilita a limpeza e evita que fios entrem na ferida e atrasem a cicatrização.

      4. Fazer a limpeza inicial

        Lave com água corrente para remover sujeira visível. Em seguida, use produto próprio para feridas, como uma solução ou spray cicatrizante para cachorro.

        5. Aplicar o produto adequado

          Se você não sabe o que passar na ferida do seu cachorro, peça indicação de pomadas ou produtos com ação cicatrizante para um veterinário.

          6. Proteger com curativo

            Feridas em tronco, pescoço ou abdômen podem ser cobertas com curativo leve. Em patas e cauda, a bandagem deve ser feita com cuidado.

            7. Usar o colar elizabetano

              O uso de colar elizabetano é fundamental se o cão tenta lamber, morder ou coçar a ferida, evitando infecções secundárias e atraso na cicatrização.

              8. Trocar o curativo corretamente

                Nos primeiros três dias, limpe e troque o curativo diariamente. Depois, o intervalo pode ser de dois a três dias, se não houver sinais de infecção.

                Quando os machucados na pele do cachorro são considerados uma emergência?

                Embora nem toda ferida em cachorro exija uma visita imediata à clínica mais próxima, algumas podem representar um risco real à saúde e à vida do seu cão.

                No checklist abaixo, mapeamos algumas situações nas quais os machucados devem ser tratados como emergências veterinária:

                • Machucados causados por acidentes graves, como atropelamentos e projéteis.
                • Feridas que não param de sangrar.
                • Lesões localizadas na região dos olhos, focinho, orelhas, boca, genitais ou ânus.
                • Feridas com pus, inchaço, coloração avermelhada e outros sinais de infecção.
                • Ferida por mordida de outro cachorro, mesmo pequena.
                • Lesões profundas, com músculos ou ossos visíveis.
                • Queimadura graves.
                • Fraturas expostas ou pele arrancada.
                • Perfurações até a cavidade abdominal ou torácica.
                • Ferimentos que causam dor ou sofrimento no cachorro.
                • Feridas causadas por mordidas de outros animais.
                • Lesões recorrentes, que melhoram e voltam a abrir.
                • O cachorro não deixa limpar a área afetada e reage mal à aproximação.

                Na dúvida, não espere. Feridas podem parecer simples e esconder infecções profundas, então procurar ajuda cedo é a melhor forma de evitar complicações.

                Como as feridas dos cachorros cicatrizam?

                Após uma lesão, o organismo do cão ativa uma sequência de eventos bioquímicos para reparar a pele e restaurar sua função. (OLIVEIRA& DIAS, 2013)

                Esse processo ocorre em três fases consecutivas — inflamatória, proliferativa ou de reparação e de maturação ou de remodelação.

                Etapa da cicatrizaçãoO que acontece na práticaQuanto inicia
                InflamaçãoO corpo limita a hemorragia e forma coágulos. Surgem vermelhidão, inchaço, calor e dor, sinais normais no início da cicatrização.Assim que a lesão é formada.
                Proliferativa ou de reparaçãoA ferida começa a fechar. Aparece um tecido rosado (tecido de granulação), a pele cresce pelas bordas e o machucado diminui de tamanho.Entre 48-72h após a injúria.
                Maturação ou de remodelaçãoA pele fica mais firme e resistente. A cicatriz se fortalece, mas sua força jamais retornará a 100%, atingindo apenas 80% da força original. (HOSGOOD, 2006; PAVLETIC, 2010)Após 20 dias da lesão.

                Quais fatores interferem na cicatrização?

                Embora a cicatrização das feridas em cães siga um processo mais ou menos linear, alguns fatores podem impactar diretamente no tempo e na qualidade da recuperação.

                Quando esses fatores não são controlados, a lesão pode evoluir lentamente, infeccionar ou se transformar em feridas crônicas em cães — aquelas que parecem nunca cicatrizar.

                Em geral, os principais fatores que interferem na cicatrização canina são:

                • Idade do animal: cães idosos costumam cicatrizar mais devagar, pois o organismo responde com menor eficiência à regeneração dos tecidos.
                • Estado nutricional: a falta de proteínas e energia prejudica a produção de colágeno e enfraquece o sistema imunológico. (AMALSADVALA & SWAIN, 2006)
                • Doenças pré-existentes: diabetes, anemia e distúrbios hormonais reduzem o fluxo sanguíneo local e aumentam o risco de infecção.
                • Uso de medicamentos: corticoides e quimioterápicos podem atrasar a formação de novos tecidos e a resposta inflamatória normal.
                • Presença de corpos estranhos: sujeira, fios de sutura ou resíduos presos ao ferimento causam inflamação contínua. (ARIAS & PEREIRA, 2002; FOSSUM, 2014)

                Quando um ou mais desses fatores estão presentes, a ferida tende a demorar mais para fechar e exige atenção redobrada.

                Como evitar feridas em cachorros?

                Cachorro com ferida na região do cotovelo
                Fonte: Envato

                Com cuidados simples e consistentes, é possível prevenir e reduzir o risco de cortes, infecções e feridas em cachorro.

                Para a médica-veterinária Stefanie Poblete, consultada pelo portal Vida de Bicho, o grande segredo é estar atento aos ambientes que o pet tem acesso e prever possíveis acidentes:

                “Na rua, a recomendação é que os cães não andem sem guias, coleiras ou o acompanhamento de seus tutores em vias públicas. E caso o responsável observe qualquer alteração na pele do animal, deve levá-lo a um atendimento”, afirma a especialista.

                No dia a dia, outros cuidados que ajudam a prevenir os acidentes dermatológicos são:

                Prevenir traumas

                Manter o ambiente seguro é um dos primeiros passos. Objetos cortantes, pisos escorregadios e acesso livre à rua aumentam o risco de cortes, quedas e acidentes. 

                Durante os passeios, o uso de guia e a supervisão constante ajudam a evitar brigas e traumas, especialmente em cães mais agitados ou curiosos.

                Manter a higiene em dia

                Os cuidados com a pele também fazem diferença. A higiene e a tosa preventiva reduzem o acúmulo de sujeira, umidade e nós, que podem esconder feridas ou favorecer infecções. 

                Criar o hábito de inspecionar a pele e as patas dos cães diariamente também facilita a identificação de pequenas alterações antes que elas evoluam para lesões maiores.

                Fazer o controle de parasitas

                O controle de parasitas é outro ponto essencial, pois pulgas e carrapatos provocam coceira, inflamação e feridas, infligidas pelo próprio animal na tentativa de aliviar o desconforto.

                Manter a prevenção antiparasitária em dia, com antipulgas e vermífugos, ajuda a proteger a integridade da pele e evita infecções secundárias.

                Atenção ao ambiente

                Além de evitar objetos cortantes e superfícies escorregadias, é importante manter os locais que o pet frequenta sempre limpos e organizados

                Afinal, ambientes sujos, úmidos ou com acúmulo de lixo favorecem quadros de dermatites e a presença de parasitas. 

                Manter o acompanhamento veterinário regular

                Consultas veterinárias periódicas, anuais ou semestrais, ajudam a identificar alterações na pele do animal antes que se tornem feridas graves. 

                Além disso, as consultas são essenciais para manter o calendário de vacinação e de controle de parasitas atualizados, melhorando a saúde geral do pet.

                Dúvidas comuns sobre feridas de cachorro (FAQ)

                Toda ferida em cachorro precisa de acompanhamento veterinário?

                Depende. Feridas pequenas em cachorro, superficiais e que não causam dor intensa, podem ser monitoradas em casa em um primeiro momento. No entanto, feridas profundas, extensas, dolorosas ou que não melhoram exigem, sim, avaliação veterinária.

                Como evitar infecção na ferida do cachorro?

                Fazer a limpeza correta, usar antissépticos adequados e proteger a região afetada com um curativo são algumas das formas de impedir que as feridas em cachorro infeccionem. 

                Como saber se a ferida do cachorro infeccionou?

                A presença de secreção ou pus na ferida, mau cheiro, inchaço, dor, vermelhidão progressiva e apatia podem ser sinais de infecção bacteriana secundária. 

                Nestes casos, é importante procurar atendimento veterinário imediato e avaliar a necessidade de tratamento com antibióticos.

                Quanto tempo uma ferida leva para cicatrizar?

                Depende do tipo lesão. Feridas fechadas com pontos podem cicatrizar em cerca de 4 a 7 dias após a incisão. Já feridas traumáticas caninas, com cicatrização por segunda intenção, podem levar semanas ou até meses. 

                Cachorro pode lamber a própria ferida?

                Não. Apesar de ser um mito comum, a lambedura não acelera a cicatrização — pelo contrário! A boca do cachorro tem muitas bactérias e, ao lamber, ele pode contaminar a lesão, aumentar a inflamação e até ampliar o machucado.

                Por isso, quando o cachorro lambe muito o machucado, o ideal é usar um colar elizabetano, curativos ou roupinhas cirúrgicas, conforme orientação veterinária.

                Feridas em cachorro podem indicar doenças mais graves?

                Sim. Nem toda ferida é apenas um acidente pontual. Lesões que surgem com frequência, não cicatrizam, voltam no mesmo local ou aparecem sem causa aparente podem estar relacionadas a alergias, infecções (como leishmaniose) e até neoplasias cutâneas.

                Cachorro descansando em uma grama verde.
                Fonte: Envato

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                Viu como as feridas em cachorro podem ter diferentes causas e níveis de gravidade? Por isso, observar a pele do pet e agir rápido faz toda a diferença para evitar complicações.

                Se quiser se aprofundar no cuidado com a saúde do seu cão, continue explorando outros conteúdos do Blog da Cobasi. 

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                Por Cobasi

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                1 Comentário

                1. Fernando Cesar saraiva do nascimento disse:

                  Matéria muito boa e Oi nstrutkva sobre pets gostei muito.

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