

Sim, cachorro pode comer inhame cozido — e quando preparado do jeito certo, esse tubérculo é uma excelente fonte de carboidratos para adicionar na dieta dos pets!
Afinal, apesar da aparência pouco atrativa, o inhame, também conhecido como cará, é rico em fibras solúveis, nutrientes que favorecem a flora intestinal dos cães e melhoram a saúde digestiva canina.
Mas não para por aí! Segundo a Rogue Pet Science, o tubérculo fornece vitaminas do complexo B e minerais essenciais, como potássio, ferro, magnésio e cálcio.
Com poucas calorias e gorduras, o cará pode ser um grande aliado de cães com obesidade ou diabetes, desde que a oferta seja acompanhada de perto por um veterinário.
Até porque, apesar dos benefícios, o inhame enlatado, cru ou com casca pode conter substâncias potencialmente tóxicas para cachorros.
Neste artigo, te ensinamos quando o inhame é seguro para cães, quais formas devem ser evitadas e como inserir esse alimento rico em nutrientes no cardápio do seu pet!
Antes de mais nada, vamos esclarecer esse mito. Muita gente acredita que, por ser natural, os cachorros podem comer inhame em todas as suas versões, mas isso não é verdade!
O médico-veterinário Edgard Gomes, do canal ANPDog Alimentação Natural para Cães, explica que, por conta dos níveis de taninos e ácido oxálico, o cará cru é tóxico para cães.
Isso porque, em grandes quantidades, essas substâncias podem sobrecarregar o sistema digestivo dos animais e até causar quadros de falência renal canina.
Além da composição, a textura também pesa nesse contexto, já que o inhame cru ou com casa é duro, difícil de mastigar e digerir.
Então, lembre-se: assim como os humanos não consomem esses tubérculos antes do cozimento, seu cachorro também não deve consumi-lo!
Sim. Caso a introdução alimentar dos cães já tenha começado, os filhotes também podem comer inhame, mas os responsáveis precisam tomar alguns cuidados extras.
Nos primeiros 45 dias de vida, a dieta dos pequenos deve ser composta exclusivamente por leite materno, fundamental para desenvolvimento do sistema imunológico dos pets.
Após o desmame, os filhotes podem começar a comer alimentos sólidos, especialmente rações adaptadas para o crescimento canino, com boas doses de proteínas e cálcio.
No entanto, como o sistema digestivo dos pequenos está em desenvolvimento, qualquer ingrediente diferente da ração precisa ser oferecido com cuidado, incluindo o inhame.
Então, se você quer incluir o cará na alimentação natural do seu filhote, faça isso aos poucos, sempre com a supervisão de um médico-veterinário nutricionista.

Embora o inhame não esteja na lista de alimentos proibidos para cães, o seu consumo pode, sim, trazer riscos aos animais se alguns cuidados não forem tomados, como:
O inhame cru contém altos níveis de ácido oxálico, que pode favorecer a formação de cálculos de oxalato de cálcio — uma das causas mais comuns de urólitos em cães.
Nesses quadros, os pets podem apresentar dor ao urinar, sangue na urina, aumento da frequência urinária, letargia, vômitos e perda de apetite.
Quando os cálculos causam obstrução urinária, o quadro se torna uma emergência veterinária e pode exigir intervenção cirúrgica.
Além disso, o cará cru ou com casca também contém taninos, substâncias com ação adstringente potencialmente tóxicas para cães.
Segundo a Veja Saúde, o consumo de taninos pode desencadear problemas digestivos e até falência renal canina, um processo similar ao que acontece quando pets comem uvas.
O inhame mal cozido ou servido em pedaços grandes pode aumentar o risco de engasgo, principalmente em cães que comem rápido ou não mastigam bem.
Nesta situação, agir rapidamente e reconhecer os sinais de uma obstrução rapidamente é muito importante, pois o engasgo pode colocar a vida do pet em risco real!
Nos pratos dos responsáveis, o inhame costuma vir acompanhado de sal, alho, cebola e muitos temperos — ingredientes saborosos para humanos, mas nada seguros para cães.
Quando consumidos pelos pets, os condimentos podem causar irritação gastrointestinal, intoxicações e sobrecarga metabólica, mesmo em pequenas quantidades.
Por isso, o inhame para cachorro deve ser servido puro, sem qualquer tipo de especiaria. A boa notícia é que o seu pet definitivamente nem vai sentir falta dos aditivos!

Na maioria dos casos, encontrar um cachorro comendo inhame não é motivo de preocupação, especialmente se o alimento estiver cozido como deveria.
Como o tubérculo é uma fonte rica de fibras, talvez o seu pet apresente fezes um pouco mais moles ou evacuações mais fáceis por algum tempo. Nada fora do normal!
No entanto, se o consumo aconteceu de maneira acidental, longe das condições ideais, é importante observar o seu pet de perto nas próximas horas.
Sinais como vômito ou dor abdominal podem indicar uma intoxicação alimentar, e nestes casos, uma visita ao médico-veterinário será essencial para a recuperação plena do cão.
Como você viu, para fazer parte do cardápio de uma boa alimentação natural para cães, o inhame deve ser preparado da maneira correta.
Antes de mais nada, converse com um médico-veterinário para confirmar que o seu pet não tem contraindicações ao tubérculo. Depois, é só seguir o passo a passo abaixo:
Sempre que possível, prefira inhames orgânicos para reduzir as chances do cachorro ser exposto a resíduos de pesticidas, que podem causar envenenamento indireto.
A higienização em água corrente ajuda a remover sujeiras e bactérias que ficam presos na parte externa do alimento.
A casca do inhame é mais dura e difícil de digerir. Por isso, é importante removê-la totalmente antes de oferecer o tubérculo ao pet.
O cará nunca deve ser servido cru ou mal cozido aos cães. Além de aumentar as chances de engasgo, nestas condições, o alimento possui altos níveis de taninos e ácido oxálico.
Depois do tempo de cozimento, deixe o inhame esfriar e ofereça ao seu cachorro sem sal, açúcar, manteiga, óleos ou qualquer tipo de tempero.

O inhame pode ser uma ótima adição à rotina alimentar do cachorro quando aparece como complemento, mas ele não deve substituir as refeições principais do seu pet.
No dia a dia, os cães precisam de nutrientes variados e equilibrados — só o cará não é capaz de suprir todas essas necessidades como uma boa ração!
Por isso, o ideal é que o inhame apareça ocasionalmente no cardápio, como petisco, agrado ou mimo alimentar.
Quer saber como fazer isso? Então veja três formas simples e seguras de adicionar o cará na dieta caseira do seu cachorro!
O inhame cozido pode ser oferecido puro, cortado em pedaços adaptados ao porte de cada cachorro ou amassado com um garfo e adicionado a um tapete de lamber.
Além de muito prático para os responsáveis, esse formato facilita a mastigação dos animais, diminuindo a possibilidade de engasgos.
O inhame também pode ser transformado em petiscos desidratados caseiros. Para isso, basta cortar o tubérculo em rodelas finas e levar ao desidratador ou ao forno.
Se você optar pela segunda opção, asse o cará por aproximadamente quatro horas a cerca de 95 °C, virando as fatias na metade do tempo.
Caseiros e totalmente naturais, esses petiscos saborosos podem ser armazenados em um recipiente hermético por até duas semanas na geladeira, segundo o portal VetCBD.
Outra opção é preparar um “danoninho” caseiro para cachorro, batendo o inhame cozido com morangos até formar um creme homogêneo, sem adição de açúcar.
A receita criada pela médica-veterinária Bettina Michalak, do Canal Chef di Animale, funciona como um petisco funcional e refrescante que o seu pet com certeza vai adorar!
Se o seu cão se alimenta com uma ração equilibrada, todas as suas necessidades nutricionais já estão atendidas — o que significa que ele não vai precisar de tanto inhame.
Ainda assim, muitos tutores optam por oferecer petiscos como forma de recompensa, carinho ou só para dar aquela variada na rotina alimentar dos pets.
Nesses casos, é importante monitorar a quantidade dos agrados para não gerar excessos calóricos ou para que o cachorro não perca o interesse pelo alimento base da sua dieta.
Em geral, a recomendação é seguir a regra 90/10, garantindo que 90% das calorias venham da alimentação principal e 10% sejam destinadas a petiscos, incluindo o inhame.

Quando preparado e oferecido corretamente, o inhame faz bem para cachorro e pode funcionar como um complemento nutritivo e cheio de vantagens!
De forma geral, os benefícios estão ligados ao perfil nutricional do tubérculo e à forma como esses nutrientes atuam no organismo do pet.
Inclusive, muitas vezes o cará é considerado um bom substituto ao arroz para cachorro em dietas específicas sem grãos. Veja alguns benefícios do ingrediente:
O cará reúne micronutrientes importantes que atuam em diferentes sistemas do corpo do animal. Segundo os especialistas da Rogue Pet Science, os principais componentes são:
Além do perfil vitamínico e mineral, o inhame também se destaca pelo alto teor de fibras, componentes essenciais para o equilíbrio do sistema digestivo dos cachorros.
Uma vez no organismo dos pets, as fibras equilibram as bactérias benéficas do trato intestinal, colaborando para a regulação de quadros de diarreias ou constipação.
Por apresentar baixos níveis de gordura e sódio, o inhame é uma ótima opção de carboidrato para cães com sobrepeso ou obesidade.
Além disso, as fibras do inhame aumentam a sensação de saciedade, ajudando o cachorro a se sentir satisfeito por mais tempo em dietas com restrição calórica.
Um dos principais benefícios do inhame, quando comparado a outras fontes de carboidrato para cães, como a batata, é a ausência de solanina.
Batatas cruas, verdes ou germinadas podem conter altos níveis dessa toxina, que causam sintomas como vômitos, diarreia e letargia. Uma preocupação que não existe com o cará!
Além do inhame, há diversos legumes permitidos para cachorros que podem complementar a alimentação do seu pet com segurança e muito sabor!
Entre as opções mais comuns estão a abobrinha, a berinjela, o repolho, a couve, o chuchu e o brócolis — além de frutas deliciosas, como a banana e a melancia.
Por outro lado, os responsáveis também devem saber identificar os alimentos proibidos para cachorro, já que alguns vegetais podem causar intoxicações graves em pets.
No Blog da Cobasi, você encontra diversos conteúdos que vão te ajudar a entender, de uma vez por todas, quais comidas o seu cão pode ou não comer.
Aproveite para conferir os principais:

O inhame não é uma fruta nem um legume. Na verdade, assim como a batata, ele é um tubérculo da família Dioscoreaceae e gênero Dioscorea, que engloba mais de 600 espécies. (Bressan, 2005)
No Brasil, o inhame também é conhecido como cará, nome de origem indígena, e está presente em todas as regiões do país, com grande produção no Nordeste.
Segundo a Vitat, empresa da RD Saúde, cada 100 gramas de inhame cozido possui cerca de 116 calorias, além dos seguintes valores nutricionais:
| Nutriente | Quantidade (100 g de inhame cozido) | % VD (*) |
| Calorias (valor energético) | 116 kcal | 5,8% |
| Carboidratos | 27,58 g | 9,19% |
| Carboidratos líquidos** | 23,68 g | — |
| Proteínas | 1,49 g | 0,50% |
| Gorduras totais | 0,14 g | 0,25% |
| Gorduras saturadas | 0,03 g | 0,14% |
| Fibra alimentar | 3,90 g | 15,6% |
| Sódio | 8,00 mg | 0,33% |
(*) % Valores Diários de referência com base em uma dieta de 2.000 kcal ou 8400 kJ.
(**) Carboidratos líquidos são aqueles que o corpo consegue digerir. Geralmente, não incluem as fibras.
Sim. O inhame pode ser bom para os cachorros, já que contém baixo teor de gordura e muitas vitaminas, minerais e fibras que apoiam o funcionamento do organismo dos animais.
Apesar da importância dos carboidratos na dieta dos cachorros, o inhame não é indicado para pets com histórico ou predisposição à formação de cálculos de oxalato de cálcio.
Segundo a médica-veterinária Bettina Michalak, do canal Chef di Animale, o cará é rico em ácido oxálico, que pode favorecer esse tipo de cálculo. Então é melhor evitar!
Além disso, embora seja menos comum, alguns cães também podem apresentar alergia ao inhame, situação na qual o alimento também não deve ser oferecido.
Em geral, não. O inhame costuma ser bem tolerado pelos cães quando oferecido cozido, sem cascas e em pequenas quantidades.
Problemas na digestão do cachorro podem surgir se o alimento for consumido de maneira inadequada — incluindo episódios de vômito ou diarreia.
VetCBD | Can Dogs Eat Yams and What Will Happen If They Do?
Rogue Pet Science | Can Dogs Eat Yams?
Universidade Federal de Uberlândia (UFU) | Avaliação dos compostos bioativos do inhame in natura e após processos de desidratação: uma revisão bibliográfica
Metrópoles | Alimentação para pets: cachorros podem comer inhame?
Canal Chef di Animale | Cães podem comer inhame?
Canal ANPDog Alimentacao Natural para Cães| Cachorro pode comer Inhame? | Dr. Edgard Gomes | Alimentação natural para Cães
Portal Vet Royal Canin | Oxalato de cálcio: quais as principais causas e como tratar?
Saúde Abril | 10 alimentos proibidos para cachorros
Portal Vet Royal Canin | Nutrição e alimentação para cães filhotes
Pedigree | Nutrientes que precisam estar na alimentação dos cachorros
PremieRpet | Entenda os nutrientes no rótulo dos alimentos de cães e gatos
Royal Canin | Essential nutrients for cats and dogs explained
PetMD | What Is Magnesium and Why Is It Important?
Editora Stilo | Os microminerais na nutrição de cães e gatos
Gold Lab Vet | Potássio: importância nos exames veterinários
Purina | Cálcio para cachorro: importância e cuidados
Nutrologia de Cães e Gatos | Vitaminas do complexo B
Cães & Gatos | Benefícios da vitamina A para cães e cuidados necessários
Cães & Gatos | Veterinário destaca a importância das fibras para os pets
Purina | Complexo B para cães
Bacharela em Letras, sou apaixonada por palavras e pelo mundo pet. Aqui, no Blog da Cobasi, transformo esse amor em informação especializada. Vídeos de bichinhos são parte da minha personalidade, bem como o Potter — um Yorkshire fofo com quem divido os finais de semana.
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