

Você sabia que o focinho de cachorro tem cerca de 300 milhões de receptores olfativos?
Isso significa que os cães conseguem sentir cheiros com uma sensibilidade até 60 vezes maior que a nossa, já que contamos com apenas cerca de 5 milhões desses sensores.
Por causa dessa supercapacidade, os cachorros conseguem achar rastros antigos, perceber aromas que nem imaginamos e até identificar mudanças emocionais nos próprios tutores. E isso não é tudo que o nariz dos cães pode fazer!
O focinho é um órgão canino complexo, responsável por muito mais do que farejar. A estrutura participa da regulação da temperatura, da comunicação entre os cães e até da forma como o animal percebe o mundo ao redor.
Além disso, o formato do focinho, seja curto, médio ou longo, influencia a respiração, a tolerância ao calor, o desempenho do olfato e até a predisposição a algumas doenças.
Ficou curioso para saber mais? Neste guia completo, você vai aprender:
Agora que você já sabe do poder escondido dentro desse pequeno nariz, vamos entender como tudo isso funciona na prática.
Existem três formatos de focinho em cães: braquicefálico, mesocefálico e dolicocefálico. Essa classificação considera principalmente a relação entre o comprimento do focinho e o tamanho do crânio.
De modo geral, os focinhos dos cães seguem um conjunto de características anatômicas moldadas pela evolução, pela seleção das raças e pelas funções que cada animal desempenhava originalmente.
Essa divisão ajuda a entender por que algumas raças têm respiração mais limitada, outras apresentam desempenho impressionante em corridas, enquanto algumas se destacam pelo olfato extremamente sensível. Entenda as características de cada tipo:
Cães braquicefálicos, como Pug, Bulldog Francês, Pequinês, Shih Tzu e Boxer, têm o focinho naturalmente curto e o crânio mais compacto.
Por trás do famoso “nariz amassado”, existe uma estrutura menos espaçosa do que em outras raças. As vias aéreas são estreitas, as narinas podem ser mais fechadas e as conchas nasais ocupam mais espaço do que deveriam.
Essa anatomia torna a passagem de ar mais difícil e reduz a eficiência da troca de calor. Por isso, esses cães se cansam rápido, respiram de maneira ruidosa e sofrem mais em dias quentes.
Em muitos casos, o palato mole (parte macia atrás do céu da boca) é mais longo que o ideal. Quando isso acontece, o tecido entra no caminho da respiração e pode provocar desde roncos e episódios de falta de ar, conhecidos como síndrome braquicefálica.
Não é à toa que esses cães exigem uma rotina mais controlada: exercícios moderados, ambiente fresco, controle de peso e muita atenção a sinais como língua arroxeada, respiração ofegante ou desmaios.
Grande parte dos cães pertencem ao grupo dos mesocefálicos, como Labrador, Golden Retriever, Pastor Alemão, Cocker Spaniel, Beagle e muitos vira-latas (SRDs).
Os cachorros mesocefálicos costumam ter um focinho de tamanho intermediário, nem longo demais, nem curto demais. O crânio e o focinho têm proporções mais equilibradas, o que favorece uma respiração eficiente, boa troca de calor e excelente desempenho olfativo.
Isso significa que conseguem se exercitar bem, toleram melhor temperaturas altas e têm menor risco de problemas respiratórios relacionados à anatomia.
É um formato muito versátil, comum em raças de busca, companhia e até trabalho policial, justamente pela combinação equilibrada entre força de mordida, fluxo de ar e capacidade de farejar.
São cães com focinho estreito e alongado, a cabeça tem formato mais fino e a mandíbula costuma ser projetada de forma elegante.
Dentro desse “nariz comprido” existe uma cavidade nasal maior, com mais espaço para entrada e movimentação de ar. Uma característica extremamente útil para raças desenvolvidas para correr e perseguir presas a grandes distâncias.
Esse formato melhora a respiração durante atividades intensas e favorece o desempenho olfativo. No entanto, também tem algumas vulnerabilidades. O focinho longo, por ser mais exposto, está mais sujeito a traumas.
Além disso, algumas raças dolicocefálicas, como Afghan Hound, Whippet, Greyhound, Collie, Saluki e Borzoi, apresentam maior predisposição a infecções como aspergilose nasal e a problemas de mordida, como maloclusões e desgaste precoce dos dentes.

O focinho do cão é uma das estruturas mais complexas do corpo do animal. A região combina ossos, cartilagens, músculos, mucosas e pelos que trabalham juntos para permitir respiração eficiente, percepção de odores, equilíbrio térmico e interação com o ambiente.
A seguir, veja como cada parte é formada e qual é o seu papel:
É a área onde o focinho se conecta ao crânio. Em algumas raças, essa transição é suave e quase imperceptível, como acontece em cães dolicocefálicos, a exemplo do Collie ou do Greyhound.
Já em outras, essa junção é mais marcada e profunda, como ocorre no Boxer, no Shih Tzu e em outras raças braquicefálicas.
Essa região influencia diretamente o formato geral do focinho e a angulação entre a cabeça e o nariz, um detalhe anatômico que varia bastante entre cães braquicefálicos, mesocefálicos e dolicocefálicos e que ajuda a definir a silhueta típica de cada grupo.
A cana nasal é a parte superior do focinho, formada principalmente pelos ossos nasais. É o trecho que define se o focinho é:
Essa parte da anatomia é um dos elementos mais importantes na distinção entre raças e influencia diretamente o espaço interno das cavidades nasais.
A trufa é a parte externa do nariz do cão, geralmente úmida e com um formato que lembra um pequeno coração. É nessa região que ficam as narinas, responsáveis por direcionar o ar para dentro da cavidade nasal.
A pigmentação da trufa varia bastante entre as raças. Em cães como o Labrador, por exemplo, a trufa costuma ser totalmente preta e bem pigmentada.
Já em raças claras, como o Husky Siberiano com pelagem branca ou creme, é comum encontrar trufas rosadas ou parcialmente despigmentadas, fenômeno que pode ficar ainda mais evidente no frio.
As narinas são as aberturas que permitem a entrada de ar no sistema respiratório. Diferente dos humanos, os cães conseguem controlar ligeiramente o movimento das narinas, o que facilita a captação de diferentes cheiros ao mesmo tempo.
Narinas estreitas ou parcialmente fechadas podem ser comuns em raças braquicefálicas, prejudicando a ventilação.
Dentro do focinho ficam os cornetos, estruturas internas em forma de dobras que aumentam a área de contato do ar com a mucosa nasal. Quanto maior essa área interna, maior a capacidade de filtrar, umidificar, aquecer o ar e, principalmente, captar odores.
É justamente nos cornetos que aparecem algumas das diferenças mais marcantes entre cães de focinho curto e de focinho longo.
Por exemplo, nos braquicefálicos, os cornetos ocupam um espaço relativamente maior dentro de uma cavidade nasal menor, o que pode dificultar a passagem de ar.
Já em cães dolicocefálicos, o focinho mais comprido oferece uma cavidade muito mais ampla, permitindo cornetos mais longos e bem distribuídos, o que favorece a ventilação e melhora ainda o potencial do olfato.
É o tecido especial que reveste parte da cavidade nasal. A região contém milhões de receptores olfativos capazes de identificar partículas minúsculas no ar. Cada molécula que chega até essa mucosa é convertida em informação e enviada ao cérebro, que interpreta o cheiro.
Localizado dentro do cérebro, o bulbo olfativo recebe os sinais enviados pelos receptores da mucosa e transforma tudo em informação. Nos cães, essa região é proporcionalmente muito maior do que nos humanos.
O órgão vomeronasal, também chamado de órgão de Jacobson, fica localizado entre o nariz e o palato, que é a região que forma o “teto” da boca do cachorro.
O palato é dividido em duas partes: uma óssea, na parte da frente, e outra macia, mais ao fundo, é nessa área que o órgão vomeronasal se conecta.
Essa estrutura é especializada em captar sinais químicos, como feromônios e substâncias presentes na urina, nas fezes e nas secreções de outros animais.
Graças a esse órgão, o cachorro consegue interpretar informações relacionadas ao estado emocional de outro cão, identificar marcações territoriais e reconhecer sinais sociais importantes no ambiente.
As vibrissas, conhecidas como os “bigodes” do cão, são pelos táteis muito mais rígidos e sensíveis do que os pelos comuns. Cada vibrissa funciona como um sensor, capaz de captar vibrações, mudanças sutis no ar e a presença de objetos próximos ao rosto.
Essa sensibilidade permite que o cachorro se oriente melhor no escuro, perceba obstáculos antes de encostar neles e entenda o ambiente ao redor com mais precisão.
A parte inferior do focinho é formada pela mandíbula. Sua posição e alinhamento variam entre raças e influenciam a mordida, a estética facial e a expressão do animal.
| Estrutura | Função principal |
| Trufa | Entrada de ar e percepção de odores |
| Narinas | Direcionamento e distribuição do ar |
| Cornetos nasais | Filtragem, aquecimento e umidificação do ar |
| Mucosa olfatória | Captação de moléculas de cheiro |
| Bulbo olfativo | Interpretação dos cheiros |
| Órgão vomeronasal | Leitura de feromônios e sinais químicos |
| Vibrissas | Detecção de vibrações e objetos próximos |
| Mandíbula | Apoio da mordida e formato da cabeça |

Sim, o focinho pode dar pistas importantes sobre a saúde do cão. A trufa muda de aparência ao longo do dia e muitas dessas variações são completamente normais.
Mesmo assim, alterações na cor, textura, umidade ou temperatura podem indicar que algo está acontecendo no organismo do pet, especialmente quando aparecem junto de outros sintomas.
Vale destacar que o focinho, por si só, não determina se o cão está doente ou não. A observação dessa região funciona apenas como um sinal inicial de que o organismo pode estar passando por alguma alteração.
É por isso que observar o focinho no dia a dia ajuda tanto. Mudanças no apetite, apatia, respiração mais pesada, febre, sensibilidade ao toque ou desconforto geral, somadas a alterações na trufa, são sinais claros de que o tutor deve buscar orientação veterinária.
Um focinho saudável costuma ser levemente úmido, firme e com pigmentação estável. A umidade natural melhora a captação de odores e participa da regulação da temperatura.
É comum que a trufa fique mais seca quando o cachorro acorda e mais úmida durante atividades físicas. Essas oscilações são normais e não devem ser interpretadas como sinal de doença quando aparecem sozinhas.
Já feridas, secreções persistentes, rachaduras profundas, crostas endurecidas ou áreas muito sensíveis não fazem parte do aspecto normal e merecem atenção.
O formato do focinho influencia diretamente a respiração, a troca de calor, a saúde ocular e até a dentição dos cães. Cada tipo traz vantagens e também predisposições para o organismo. A seguir, veja os principais riscos associados a cada formato.
As ranhuras e sulcos da trufa são desenhos naturais e únicos em cada cachorro. Esses padrões funcionam como uma “impressão digital” e até já são usados para identificação biométrica em alguns países.
Mas, de modo geral, alterações como descamação contínua, crostas reincidentes, feridas que não cicatrizam, aumento de espessura ou sensibilidade podem sinalizar:
Qualquer mudança persistente deve ser examinada por um veterinário.
Não, algumas raças apresentam despigmentação sazonal, a chamada trufa de inverno, comum em Husky, Samoieda e Pastor Branco Suíço. A mudança é fisiológica e não interfere na saúde.
O sinal de alerta aparece quando a trufa muda de cor de forma irregular ou repentina, com manchas claras, escurecimento progressivo, perda de pigmentação ou áreas róseas sensíveis.
Vitiligo, sensibilidade ao sol e alterações progressivas são algumas das possíveis causas. Inclusive, esses tipos de alterações acompanhadas de coceira, feridas, sangramento ou secreção exigem avaliação profissional imediata.
É comum a trufa ficar mais ressecada logo depois de acordar, após pegar sol, em ambientes com ar-condicionado ou durante períodos de baixa hidratação.
O que merece atenção é o ressecamento persistente, especialmente quando acompanhado de:
Neste caso, especialistas recomendam que os responsáveis invistam em hidratação, espalhando potes de água pela casa e oferecendo alimentos úmidos ao cão.
Se o ressecamento perdurar mesmo após as medidas de hidratação adotadas ou acompanhar outros sinais, como machucados, procure um veterinário.
Qualquer tratamento com medicamentos, produtos ou hidratantes tópicos deve ser orientado por um profissional para evitar reações alérgicas ou o agravamento dos quadros.

A secreção nasal transparente pode acontecer após exercícios, excitação ou exposição ao frio. Mas quando o focinho apresenta secreção espessa, amarelada, esverdeada, com sangue ou mau cheiro, o tutor deve procurar atendimento veterinário.
Esse tipo de alteração costuma aparecer em quadros como gripe canina, infecções ou rinites, corpos estranhos na cavidade nasal ou, em casos mais graves, tumores.
As raças braquicefálicas são especialmente predispostas a secreções frequentes devido ao estreitamento natural das vias aéreas e acúmulo de muco.
Além disso, o focinho curto facilita quadros de hipertermia (superaquecimento), então, estes cães precisam de cuidados especiais com a exposição ao sol e longas caminhadas.
Os cuidados com o focinho fazem parte da rotina de saúde do cão e ajudam a prevenir problemas respiratórios, dermatológicos e até infecções. Algumas recomendações valem para todos os cães, enquanto outras são específicas para cada formato de focinho.
Algumas medidas simples ajudam a manter a trufa hidratada, protegida e funcionando bem:
Os cães braquicefálicos demandam atenção especial a rotina de cuidados, sendo essencial:
Esse cuidado reduz riscos de hipertermia, crises respiratórias e infecções nas dobras do focinho.
Os cães mesocefálicos, por terem proporções equilibradas, costumam demandar menos cuidados específicos ligados ao formato do focinho. Ainda assim, alguns pontos merecem atenção:
Apesar do equilíbrio anatômico, até cães mesocefálicos podem desenvolver problemas de saúde, por isso a vigilância permanece importante.
Os cães de focinho alongado têm cavidades nasais maiores e olhos mais expostos, o que traz cuidados diferentes, como:
Esses cuidados ajudam a prevenir infecções nasais, alergias e lesões oculares.

Mesmo com boa intenção, alguns hábitos podem prejudicar a saúde do focinho e das vias respiratórias. Conhecer esses erros ajuda a evitá-los no dia a dia.
Não é indicado usar produtos destinados a humanos, pois contêm fragrâncias, álcool e conservantes que podem irritar a pele do focinho ou causar intoxicação quando o cão lambe a região.
Por isso, use apenas hidratantes veterinários específicos para trufas ou produtos recomendados pelo médico-veterinário.
Muitos tutores acreditam que “é só ressecamento”, mas rachaduras profundas podem indicar alergias, hiperqueratose, queimadura solar ou doenças autoimunes. Consulte um veterinário, pois quanto mais o cão esfrega o focinho, mais a pele pode abrir e infeccionar.
Cães com trufas claras, rosadas ou parcialmente despigmentadas podem sofrer queimaduras solares, e isso aumenta o risco de dermatites e até neoplasias de pele.
Especialmente para cães braquicefálicos, mesmo uma caminhada leve em horários muito quentes pode provocar superaquecimento, ainda mais quando o animal já apresenta respiração pesada.
Por isso, os passeios devem ser feitos sempre em horários frescos, evitando o sol forte entre 10h e 16h.
Esfregar panos ásperos, usar água muito quente ou produtos abrasivos pode irritar a pele sensível da trufa e causar feridas. A higienização deve ser feita suavemente com gaze ou lenço umedecido específico para cães.
As rugas da face acumulam umidade, sujeira e bactérias, favorecendo dermatites. O erro de muitos tutores é limpar apenas “quando parece sujo”. O ideal é realizar uma higiene diária, secagem completa e monitoramento constante da pele.
Raças dolicocefálicas têm focinhos mais expostos e, por isso, são mais suscetíveis a fraturas. Acidentes podem acontecer durante brincadeiras muito bruscas, ao correr atrás de objetos duros ou quando o cão esbarra em portas e móveis durante as corridas.
Manter o ambiente seguro e adequado para as atividades é fundamental para evitar esse tipo de lesão.

A região do cérebro dedicada ao olfato é cerca de 40% maior nos cães do que em humanos. É por isso que a espécie se destaca no rastreamento de pessoas desaparecidas, busca por drogas e outras atividades que exigem leitura fina de odores, por exemplo.
Enquanto o ser humano possui em torno de 5 milhões dessas células, cães chegam a 300 milhões. Graças a essa estrutura, os cachorros identificam partículas até 100 milhões de vezes menores que as detectadas pelo nariz humano.
Os cães inspiram separadamente por cada narina, o que permite identificar a origem, direção e distância do cheiro, um mecanismo crucial para localização espacial.
As ranhuras do focinho são tão únicas quanto impressões digitais humanas, e isso inspirou o desenvolvimento de soluções tecnológicas para identificação de pets.
A empresa chinesa de inteligência artificial Megvii criou um aplicativo capaz de reconhecer cães a partir de uma foto do focinho, usando padrões geométricos da superfície nasal como chave biométrica.
A tecnologia facilita a identificação de cães perdidos, ajudando os responsáveis a encontrarem seus melhores amigos em caso de fuga.
A saliva do cachorro ajuda a dissolver moléculas odoríferas, ampliando a sensibilidade da trufa. Logo, quanto mais úmida a trufa, maior a eficiência do olfato.
Por isso muitos cães lambem o focinho antes de farejar. É um comportamento natural para “ativar” o olfato antes de se concentrar em algo.
A pequena divisão no centro da trufa, chamada de fenda nasal, impede que todas as partículas odoríferas escapem durante a expiração. Estudos publicados no Journal of Anatomy mostram que esse detalhe anatômico prolonga o tempo de contato do odor com as células olfativas.
Pesquisas divulgadas no JNeurosci revelaram conexões diretas entre áreas do cérebro responsáveis pelo olfato e regiões ligadas à visão. Isso permite que o cão “imagine” mentalmente o objeto que está procurando apenas pelo cheiro.
Segundo a revista Science, os cães possuem um recesso olfativo, um conjunto de túneis internos que retém partículas odoríferas. Essa arquitetura garante que o cheiro continue sendo analisado mesmo após a expiração.
Um estudo publicado na Science em 2020 descreveu a capacidade dos cães de identificar radiação térmica fraca, percebendo calor corporal de seres vivos próximos. Isso ajuda na orientação e na “caça” em ambientes pouco iluminados.
A sensibilidade é tão alta que cães detectam concentrações mínimas de acelerantes como gasolina, algo crucial em investigações de incêndios, e substâncias químicas praticamente indetectáveis por aparelhos laboratoriais.
Um estudo mostrou cães treinados identificando espécies ameaçadas apenas pelo odor das fezes, diferenciando com precisão até 12 tipos diferentes de animais e até pessoas desaparecidas.
A organização Medical Detection Dogs demonstrou que cães conseguem detectar câncer, malária, doença de Parkinson e até pequenas variações metabólicas relacionadas ao diabetes, mesmo em concentrações extremamente baixas.
Mesmo após a divisão em mais de 400 raças, todas carregam genes do lobo-cinzento, domesticado há aproximadamente 15 mil anos (dados do National Institutes of Health). A seleção humana reforçou o faro de trabalho, resgate e identificação.
Graças à leitura de direção e intensidade do odor, cães sem visão conseguem brincar de buscar bolinhas ou encontrar pessoas sem dificuldade.
A trufa permanece sensível enquanto o cão dorme, o que explica reações imediatas quando um alimento é aberto ou quando alguém entra no ambiente.
O encurtamento do focinho reduz o espaço para os cornetos nasais, prejudicando a circulação de ar e a troca de calor. Isso exige cuidados especiais no calor e em exercícios.
Picadas de insetos, alergias, contato com plantas irritantes e pequenos traumas podem causar inchaço rápido. Como a região é muito vascularizada, a avaliação veterinária é sempre indicada.
Cães são capazes de reconhecer o cheiro de uma pessoa ou animal anos após o último contato, graças ao armazenamento olfativo robusto.
Mudanças químicas liberadas pelo corpo, como suor relacionado ao estresse, são detectadas facilmente, ajudando o cão a interpretar o estado emocional das pessoas.

O focinho participa da respiração, da regulação térmica e do olfato, três funções essenciais para o equilíbrio do organismo. Por ser uma região muito sensível, alterações internas aparecem na região como modificar a cor, a textura, a temperatura e a umidade da trufa.
Monitorar o focinho no dia a dia ajuda a identificar sinais precoces de doenças e buscar ajuda veterinária antes que o quadro evolua.
Os dois. “Focinho” é o conjunto anatômico que inclui a trufa (nariz externo), as narinas, a cavidade nasal, a mandíbula, os cornetos e as estruturas que dão formato à região. A trufa é apenas a parte frontal — a superfície úmida e pigmentada responsável por captar cheiros.
Não necessariamente. O focinho pode ficar quente em dias quentes, após brincadeiras, durante descanso ou logo depois de acordar. A temperatura oscila naturalmente e não deve ser usada para diagnosticar febre.
A única forma confiável de avaliar temperatura corporal é com termômetro, conforme orientação veterinária.
Feridas podem surgir por traumas (batidas, abrasão em objetos ásperos), picadas de insetos, dermatites, queimaduras solares, alergias, infecções bacterianas, fúngicas ou doenças autoimunes.
Qualquer lesão que não cicatriza, aumenta de tamanho, forma crostas persistentes ou causa dor deve ser avaliada por um veterinário.
Dermatoses nasais são alterações na pele da trufa e da região ao redor. Podem ser causadas por alergias, queimaduras solares, dermatites por contato, infecções e hiperqueratose.
Segundo reportagens recentes, a Borzoi chamada Lapsha (com mais de 30 centímetros de comprimento de focinho) pode entrar para o recorde de maior focinho já registrado. O formato dolicocefálico dessa raça favorece focinhos extremamente alongados.
A cadela vive com seus tutores no Canadá e tem mais de 100 mil seguidores no Instagram.
Embora o olfato canino seja extraordinário, os elefantes possuem a maior variedade de genes olfativos conhecidos e conseguem diferenciar até tribos humanas pelo cheiro.
Ursos também têm um dos olfatos mais potentes da natureza, capazes de detectar odores a dezenas ou até centenas de quilômetros.
É um conjunto de alterações anatômicas presentes em cães e gatos de focinho curto (braquicefálicos), como narinas estreitas, palato mole alongado, traqueia reduzida e dobras profundas na face.
Essas características dificultam a passagem de ar e podem causar respiração barulhenta, intolerância ao exercício, cansaço em dias quentes, engasgos e risco aumentado de hipertermia.

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Sou jornalista desde 2016 e vivo cercado pelos meus pets! Sou pai do Zé e do Tobby, um Shih Tzu e um Vira-lata, da Mary, uma gatinha branca, e do Louro, um papagaio (claro!). Escrevo para Cobasi ajudando outros tutores a cuidar dos seus pets.
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Amei as dicas pra pet gripado
Nossa foi muito útil as explicação pois achei que meu pet tava doente mas pela explicação é normal gratidão sempre ???